quarta-feira, maio 25, 2022
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‘Quem ganha é a população’

Prefeitura e CSN assinam convênio para implantação de Programa de Educação Ambiental

A Prefeitura de Volta Redonda, a CSN e a Fundação CSN firmaram um termo de cooperação para a implantação de um Programa de Educação Ambiental (PEA) na cidade do aço. Aproveitaram e lançaram a exposição “Captando o passado: a água e a CSN”, que pode ser vista na Biblioteca Raul de Leoni, na Vila. O documento foi assinado pelo prefeito Neto, pelo gerente-geral da FCSN, André Leonardi; pelo gerente de Meio Ambien-te da siderúrgica, Aldo José Alves de Santana; além do secretário de Meio Ambiente, Miguel Arcanjo, entre outros.
O Programa de Educação Ambiental prevê atividades de conscientização e educação ambiental nas escolas da rede municipal de ensino. E, já na quarta, 23, aconteceu a soltura de 10 mil alevinos nas águas do rio Paraíba, através de um deck (ver foto) da coordenadoria de Proteção e Defesa Civil, na Ilha São João. “Volta Redonda é uma cidade que nasceu às margens do Rio Paraíba do Sul e é, inclusive, uma curva de seu leito que dá nome à cidade”, comentou Neto, ressaltando que está à disposição para ampliar a parceria com a CSN, pois “quem ganha é a população”.
Aldo Santana, por sua vez, destacou o lançamento do projeto como algo significativo. “O PEA será uma oportunidade de diálogo direto da companhia (CSN) com a comunidade e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para a empresa apresentar suas iniciativas na área ambiental para a cidade. Lançar este programa durante a Semana da Água é especialmente significativo para a CSN, uma vez que a Usina Presidente Vargas é referência no reuso e recirculação de água, com taxa de recirculação de 93,6%. Temos também um rigoroso programa de monitoramento de seus efluentes devolvidos ao Rio Paraíba do Sul”, disse.
Miguel Arcanjo, secretário de Meio Ambiente, apesar de estar com um problema sério de poluição em área próxima da Floresta da Cicuta (ver edições passadas), se diz um entusiasta da educação ambiental. “O PEA é de suma importância para melhorarmos o cenário e evitar a degradação, cada vez maior, do meio ambiente. Conscientizando os educadores e estudantes, formamos uma rede de multiplicadores que vão levar a ideia da preservação ambiental a toda comunidade”, disse.
Exposição
A mostra “Captando o passado: a água e a CSN”, com a curadoria do historiador Paulo Célio Soares, conta a história da água durante a construção da Usina Presidente Vargas e a importância de seu papel para a formação da cidade do aço. Desde sua instalação, em 1940, a empresa dedicou especial atenção aos recursos hídricos, fundamentais para sua implantação no município. Para ilustrar este contexto, os fatos estão divididos em painéis com textos e fotos.

Peixes no Paraíba

Estudantes da rede municipal de Ensino de Volta Redonda participaram na manhã de quarta, 23, da soltura de 10 mil filhotes de peixe Lambari e Curimbatá nas águas do rio Paraíba (ver foto). De acordo com a coordenadora do PEA, bióloga Edna Andrade de Azevedo, o objetivo é o repovoamento das espécies do rio, importante para o ecossistema. “A gente entende que o rio Paraíba agora está apto a receber essas espécies”, explicou.
A atividade foi acompanhada por Ricardo Miranda, que é gestor do Refúgio da Vida Silvestre Estadual do Médio Paraíba, unidade de conservação do Inea. Segundo ele, a soltura dos peixes tem relação com os objetivos da unidade de conservação, que foi criada com o propósito de proteger o rio e executar algumas ações que contribuam para a recuperação dele. “Hoje, a espécie de Curimbatá é uma das que são alvos do Plano de Ação Nacional para Conservação das Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção do Rio Paraíba do Sul. Está ameaçada e precisa ser reintroduzida. A gente sabe todo o histórico de degradação e ocupação do rio, mas também da importância e da riqueza que existe dentro dele. E ações como essa só tendem a contribuir com o meio ambiente e com a unidade”, contou Ricardo.
A assessora técnica da SMMA e responsável pelo Licenciamento Ambiental no município, Gizely Gomes, explicou que a soltura dos peixes é uma forma de garantir a qualidade do rio. “Essa foi uma das ações propostas e que abraçamos a causa. Se tiver peixe, a gente sabe que a qualidade da água está boa. É uma forma de trazer a vida para o rio e garantir a qualidade da água”, explicou Gizely, acrescentando que esse projeto é para este ano e seguirá em 2023.

 

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