“Perderam mais uma vez”

Justiça Eleitoral absolve Rodrigo e Fátima

A Justiça Eleitoral de Barra Mansa julgou improcedente uma ação proposta pelo MP Eleitoral contra o prefeito Rodrigo Drable (DEM), e sua vice, Maria de Fátima (PSC). A dupla, que ganhou fácil as eleições de 2020, era investigada por suposto abuso de poder político, denunciado pelo candidato derrotado, Bruno Marini. A decisão foi publicada na quinta, 22, e Rodrigo logo se posicionou em nota enviada aos jornais. “Todas as ações que fizeram contra mim, no campo eleitoral, foram julgadas improcedentes”, disparou, acrescentando o seguinte comentário: “Durante toda a campanha e antes dela, fui vítima de todo tipo de covardia. Depois de vencer as eleições com esmagadora vantagem, e apoio do nosso povo, tentaram me tirar através do uso de denúncias eleitorais mentirosas e covardes. Perderam mais uma vez. Covardia não se sustenta. Eu trabalho muito, e o meu povo sabe o quanto eu amo minha cidade”, avaliou.
Tudo começou em setembro de 2020, quando o MPE requereu a cassação do registro de candidatura e do diploma de Drable e Fátima, bem como, a declaração de inelegibilidade dos investigados, e a aplicação de multa por violação do previsto pelo artigo 73 da Lei 9.504/97. Uma das alegações, de abuso de poder político, foi denunciada pela participação de funcionários do município uniformizados em ato de campanha. O MP Eleitoral alegou que durante uma das caminhadas da campanha de Rodrigo Drable, três servidores do Saae-BM compareceram uniformizados ao ato, tiraram fotos e manifestaram apoio ao então candidato à reeleição. Foi observado, no entanto, que o evento foi realizado fora do expediente normal e que a irregularidade estava somente no fato dos servidores estarem no ato político eleitoral uniformizados. “Neste caso ficou claro que o investigado não obrigou ninguém a participar da caminhada e muito menos que fossem de uniforme, e isso fica claro tanto nos depoimentos colhidos, como também ao fato de que dentro da autarquia inteira, com diversos servidores ativos, apenas três estavam na caminhada, demonstrando assim, que se trata na verdade, de uma vontade pessoal de cada um de manifestar seu apoio ao seu candidato”, sentenciou o juiz eleitoral. “Diante do exposto, por verificar que não houve qualquer ilícito eleitoral praticado pelos investigados Rodrigo Drable Costa e Maria de Fátima Lima da Silva, julgo improcedente a presente ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pelo Ministério Público Eleitoral”, concluiu.

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