sexta-feira, fevereiro 23, 2024
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PC fala sobre falta d’água e pede que população economize para não falta

As duas últimas semanas foram terríveis. Um caos climático, com direito a calor infernal, beirando 40 graus, rajadas de ventos e temporais. Para agravar os efeitos, os moradores de Volta Redonda e de algumas localidades de Barra Mansa e Barra do Piraí sofreram com quedas de energia e falta de abastecimento de água. Teve padaria que ficou mais de 48 horas sem luz e nem o pãozinho pode fazer. E nem estamos na estação mais quente do ano, o verão, que começa no final de dezembro. Fica um alerta do aQui: é melhor os volta-redondenses economizarem água nos próximos meses.
Segundo o diretor- presidente do Saae-VR, engenheiro Paulo Cezar de Souza, o PC, a Estação de Tratamento de Água de Volta Redonda (ETA Belmonte) está operando com capacidade máxima. Em entrevista exclusiva ao aQui para falar da falta d’água, PC destacou a importância de os moradores terem caixas d’água com maior capacidade de armazenamento e, principalmente, a população consumir o precioso produto de forma consciente. “Volta Redonda dispõe de apenas uma estação de água, que já trabalha no limite, sendo que no verão o consumo aumenta 20% em relação às outras estações”, destacou PC ao ser perguntado sobre os motivos dos problemas de abastecimento. É que, mesmo antes dos temporais que ocasionaram quedas de energia na cidade, o Saae já estava alertando possíveis problemas de abastecimento. “Hoje, trabalhamos no máximo
da estação com o aumento da demanda, fazemos manobras para manter o equilíbrio. No verão, com o consumo elevado, qualquer manutenção necessária (quebra de rede) demanda um tempo bem maior de recuperação, além das áreas mais altas e distantes”, acrescentou.
Tem mais. O serviço prestado pela Light, que está longe de ser bom, com constantes quedas de energia, acaba se tornando comum. “A queda de energia pode interromper, dependendo do local, ou pode paralisar a produção de água na ETA. Em outros casos, também pode afetar as elevatórias dos bairros”, disse, dando um exemplo: caso falte energia no Santa Cruz, é desligada a bomba que alimenta o próprio bairro e também a região do Vila Brasília.
PC aproveitou para explicar o motivo pelo qual o abastecimento de água demora a ser restabelecido mesmo após o retorno da energia elétrica. “A demora quando a energia volta é precedida de procedimentos que dão garantia de não arrebentar a rede quanto retornar. O retorno tem que ser gradativo. Além disso, temos que, ao retornar, abastecer as áreas baixas, e aí a água nas partes altas demora a retornar”, sublinhou.

Depende do consumo
Questionado se durante os próximos meses será comum a falta de água nas casas dos volta-redondenses, PC diz que não, mas garante que dependerá também da população. “Não digo que será constante (a falta d’água), porém dependerá do consumo, falta de energia e defeitos nas redes (o que é normal), bem como da conscientização da população no tocante a evitar desperdício e priorizar o consumo humano”, disse, ressaltando que, no caso de desabastecimento, os bairros mais atingidos serão os afastados do Centro. “Os bairros mais afetados são os mais distantes e mais altos. Temos planejamento para no verão termos um número maior de carros- pipa”, pontuou, garantindo que a equipe da autarquia trabalha até as 20 horas todos os dias.
O aQui também questionou PC do motivo de localidades que são atendidas pelo Saae de Volta Redonda, como o Complexo California, Roma e a Região Leste de Barra Mansa, serem as últimas a voltarem a receber água quando o abastecimento é regularizado. “O Roma é abastecido pela (elevatória) da São Geraldo e tem o reservatório distante 10 km, é uma área distante. Já fizemos diversas modificações ao longo desse nosso tempo de gestão para minimizar o Roma, temos um novo sistema de bombas com reservatório independente no São Geraldo”, destacou.
“Em relação à Califórnia, Volta Redonda atende em deferência especial aos moradores, porém a responsabilidade é do município de Barra do Piraí, e também a distância é muito grande. Fizemos, como ajuda, projeto de estação de tratamento de água e redes, porém até agora não tivemos notícia de andamento dele”, completou, justificando que a Califórnia fica a 12 km de distância da Estação de Água de Volta Redonda. “A Zona Leste da mesma forma é responsabilidade de Barra Mansa, que terá que ter uma estação para o local. Estamos limitando a autorização de novos loteamentos, pois não temos água”, pontuou, dando a entender que caberá aos barra-mansenses resolver o problema de falta d’água da região do Nove de Abril e adjacências.
De acordo com o PC, não faltaram investimentos da autarquia nos últimos anos na rede de abastecimento. “Sim, tivemos investimentos muito fortes, pelo menos na nossa gestão, com obras de pequeno valor e grandes feitos. Por último, a Beira-Rio, mais de 5 km de rede de ferro com 13 milhões de recursos próprios. Além de diversas trocas de rede em diversos bairros. Novas elevatórias do Contorno, Curral do Conselho, Candelária, São Geraldo, novo bombeamento do Laranjal, etc.”, detalhou.
Sobre a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água, anunciada pelo governo do Estado em parceria com a prefeitura de Volta Redonda, PC não deu prazo para ela ser construída. Mas destacou que, quando pronta, irá dobrar a produção. “A nova estação vai dobrar o volume de água em Volta Redonda, nas eventuais faltas de energia e defeitos, teremos muito menor tempo de recuperação. A ETA está em andamento, o projeto está todo aprovado no Fecam. Após a licitação, que será feita pelo governo do Estado, teremos um prazo de obra de meses. O terreno no Aero já foi cedido pela CSN, e as licenças estão ok”, anunciou.
PC, entretanto, disse como a população pode contribuir para evitar a falta de água na cidade do aço, entre eles o consumo consciente. “Ainda temos com frequência pessoas lavando calçadas, enchendo e esvaziando piscinas com frequência, esquecendo de ver os vizinhos e a população mais afetada”, disse, pedindo ainda para que os moradores sempre avisem o Saae sobre qualquer vazamento de água. Tem mais. Deu uma dica: tenham reservatórios extras. “Tenham caixa d’água de no mínimo 1000 litros. Temos residências nos bairros Siderópolis, Tiradentes e Vila Rica com reservatórios de 500 litros, e algumas casas sem reservatórios”, concluiu.

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