Os primeiros 500 dias de Samuca

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O prefeito Samuca Silva tem um princípio, não muito comum a políticos. Responde a qualquer pergunta de um jornalista, sem se importar se a mesma não esconde uma armadilha para pegá-lo desprevenido. Foi assim que respondeu à primeira pergunta de uma entrevista exclusiva dada ao repórter do aQui, que transcrevemos: Como o senhor se sente? E explique a escolha:

UFA!

Já?

Argh!

Falta pouco!

Ele se saiu bem. “Já?”, disse Samuca, passando a relatar casos e ‘causos’ do que enfrentou desde que assumiu o Palácio 17 de Julho, em janeiro de 2017. Ao final, Samuca deu o recado sobre seus próximos 500 dias: “Serei o que sou todos os dias. Dedicado, gestor, querendo cuidar das pessoas”. Leia abaixo:

 

aQui: Como se sente? E explique a escolha

Samuca Silva: Já? Esse é o sentimento, de que passou muito rápido. Fizemos muitas coisas nesses 500 dias, tivemos avanços e desafios imensos. Encontramos a prefeitura atolada em dívidas, sem uma gestão eficiente, e estamos avançando cada vez mais. Estamos com saldo positivo na geração de empregos, atraindo novas empresas, e com avanços nas mais diversas áreas, como saúde e educação. Mas ainda temos muito o que fazer.

 

aQui: O que mais o deixou feliz nesses primeiros 500 dias de governo? Detalhe: uma coisa só, por favor, e explique.

Samuca: Estar prefeito de Volta Redonda é uma alegria imensa. Poder contribuir para o desenvolvimento da minha cidade e deixar um legado me faz muito feliz. Não há como eu dizer o que me deixou mais feliz, mas houve vários momentos marcantes: a inauguração da Rodovia do Contorno após mais de 25 anos; a abertura do Hospital do Idoso; a compra do Hospital Santa Margarida; reabertura do Parque Aquático; a utilização de espaços públicos como o Memorial Zumbi; o início do pagamento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); a cidade com saldo positivo na geração de empregos; a conquista da empresa de Call Center que vai gerar milhares de empregos.

São inúmeros momentos de felicidade. Lembro da regularização do comércio ambulante, que fez com que conseguíssemos dar um alvará de funcionamento para vários ambulantes. Lembro que um ambulante, seu Sebastião, pegou o alvará em meu gabinete. Ele disse que há 40 anos sofria perseguição e hoje vai trabalhar em paz. Isso é emocionante. Poder ajudar as pessoas e minha cidade é o que me motiva a ser o primeiro a chegar e o último a sair da prefeitura todos os dias.

 

aQui: O que mais o aborreceu nos primeiros 500 dias de governo? Idem pedido acima.

Samuca: Sem dúvida foi a situação financeira do munícipio. A gente já sabia que a prefeitura estava atolada em dívidas, mas não que o buraco seria tão grande. A dívida passa de R$ 1 bilhão. Isso mesmo: R$ 1 bilhão. Diariamente temos que pagar dívidas do passado e que, se não forem honradas, vão negativar o município e perderemos investimentos.

 

aQui: Como analisa o governo como um todo? O que deixou de fazer?

Samuca: Essa avaliação quem tem que fazer não sou eu. Mas posso dizer que estamos trabalhando incansavelmente por Volta Redonda e que tivemos um avanço muito grande. Peço para que as pessoas lembrem da cidade que herdamos (acidadequeher-damos.blogspot.com.br). 

 

aQui: Há quem diga que seu governo ainda vive em campanha eleitoral, fazendo promessas que não saem do papel, como a ideia do Escritório Central da CSN. Quais foram as promessas (concretas) que seu governo realizou nesses 500 dias iniciais?

Samuca: Em julho de 2016 eu registrei meu plano de governo em cartório e ele está disponível na Justiça Eleitoral. Nosso plano de governo já foi ou está sendo cumprido em quase 80%. A população pode acompanhar o cumprimento do plano de governo através do site www.voltaredonda.rj.gov.brgovernoquecumpre.

Prometemos uma gestão eficiente para, posteriormente, realizar grandes obras. E a compra do Hospital Santa Margarida é prova de que essa gestão está dando certo.

Como somos um governo transparente – e isso nunca aconteceu em Volta Redonda –, muitos se assustam. Nós divulgamos todas nossas ações para contribuir para a cidade, como o caso da negociação do Escritório Central. Não foi uma promessa. É uma tentativa de utilização de um espaço subutilizado no principal centro comercial da cidade.

 

aQui: Seu governo chegou a ter 19 vereadores como aliados. O que levou a maioria a mudar de opinião, tanto que chegaram a convocar o diretor do Hospital do Retiro a prestar esclarecimentos à Câmara? 

Samuca: A Câmara de Vereadores tem total independência. Não há mais uma relação de subserviência. Nós temos ampla maioria na Câmara e nossa relação é de respeito. Lembro que diversos projetos que enviamos para o Legislativo foram alterados, tiveram emendas, e tudo isso de forma clara e transparente. A relação com o Poder Legislativo é muito boa.

 

aQui: Quantos da sua equipe foram dispensados ou pediram demissão em 500 dias? Novas mudanças serão feitas ou todos já podem se sentir tranquilos em ficar mais 500 dias?

Samuca: Nosso governo está sempre em avaliação, estamos sempre exigindo o melhor de nossa equipe. Tivemos algumas mudanças no nosso governo, mas sempre com o mesmo objetivo: o melhor para Volta Redonda.

 

aQui: Quais são seus planos para as eleições de 2018? Eleger seus candidatos ou derrotar seus adversários? Explique.

Samuca: como anunciamos na quinta, dia 12, retiramos as pré-candidaturas do Fernando Samuquinha e do Maycon Abrantes. Nosso governo vai apoiar os candidatos que, de fato, amam Volta Redonda e pensam na cidade e nas pessoas. 

Só não terão nosso apoio aqueles candidatos que pensam apenas em projeto de poder, em mandar e desmandar, que tiveram chance de governar a cidade por 20 anos e não buscaram investimentos, desenvolvimento econômico, avanços na cultura, pagamento do PCCS, entre outros.

 

aQui: O relacionamento com a CSN começou bem, mas hoje está meio complicado, não é? Quem é o osso duro de roer: Samuca ou Benjamin? Vai ficar (o relacionamento) como era com o Neto?

Resposta: A relação é de respeito e de diálogo. Essa semana mesmo estive na CSN, em São Paulo, em uma agenda com o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch. A CSN está com muitos projetos para Volta Redonda, o que não acontecia há muito tempo. A CSN é a maior empregadora da cidade, Volta Redonda existe por conta dela. Não temos relação de sub-serviência. Mas de respeito e diálogo em busca de uma cidade melhor.

 

aQui: O que esperar do Samuca nos próximos 500 dias?

Samuca: A população pode esperar o que sou todos os dias. Um prefeito muito dedicado, gestor exigente e que busca o melhor a cada dia para a cidade. Esse é o momento de uma nova forma de se fazer política, com respeito ao dinheiro público, gestão eficiente e um olhar atento às pessoas. Não busco um projeto de poder, eu quero cuidar das pessoas.

 

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