sábado, fevereiro 24, 2024
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Nasceu a criança

Rodrigo Drable aposta no Condomínio Industrial para fortalecer economia

Na noite de quarta, 23, o prefeito Rodrigo Drable estava impossível. Não parava de rir, já pensando no amanhã. Não é para menos. Naquele exato momento, quando as portas da Flumisul (Feira de Negócios) se abriram para receber convidados, políticos e populares, nascia o Condomínio Industrial de Barra Mansa, localizado às margens da Via Dutra, em um terreno até então nada apropriado para atrair empresas. Em 2013, quando foi comprado pelo ex-governador Luiz Fernando Pezão (R$ 12 milhões) e depois doado à prefeitura de Barra Mansa, muitos diziam que o terreno da antiga Edimetal só serviria para criar bodes. Ledo engano. “Até agora, temos 17 cartas de intenção formalizadas e 54 empresas em análise”, disparou o prefeito, com aquele sorriso de quem acaba de completar um longo percurso de pedal, um dos seus esportes preferidos.
Mas não foi fácil chegar ao topo. Ao ser indagado acerca da demora – 10 anos – em tirar do papel o projeto do Condomínio Industrial, Rodrigo Drable não deixou por menos. “Porque as pessoas sonhavam, mas não faziam as coisas do jeito certo. Fazer correndo e de qualquer maneira gera problemas para o futuro”, respondeu, aproveitando para destacar que a ocupação do terreno da Edimetal – ‘próprio pra bodes’ – representa, guardadas as proporções, o mesmo que a futura conclusão do Pátio de Manobras. “Significa uma vida melhor para os jovens, com uma cidade mais rica e pujante em oportunidades”, justificou. Veja abaixo a entrevista exclusiva de Rodrigo Drable:

aQui: O que representa para Barra Mansa a criação do Confomínio Industrial? Seria o mesmo que a conclusão do Pátio de Manobras?
Rodrigo Drable: Ambos demonstram o rompimento com um passado de estagnação. Representa a geração de mais de 3.000 empregos diretos, a retomada industrial da cidade, o aumento da arrecadação e a capacidade de crescimento. Significa uma vida melhor para os jovens, com uma cidade mais rica e pujante em oportunidades.

aQui: Por que levou tantos anos para sair do papel? Drable: Porque as pessoas sonhavam, mas não faziam as coisas do jeito certo. Fazer correndo e de qualquer maneira gera problemas para o futuro. Levei anos para corrigir erros cometidos. Talvez até com boas intenções, mas que atrapalharam muito para as coisas acontecerem de verdade.

aQui: Hoje a área está toda legalizada em nome do município, com projetos aprovados?
Drable: Sim, a área está legalizada e o condomínio devidamente aprovado.

aQui: Quantos empregos serão gerados de imediato com essas empresas se instalando no CI? Drable: Empregos imediatos serão os das obras. Acredito que até meados de 2024 tenhamos umas 1.200 pessoas trabalhando nelas..

aQui: Quantas empresas vão pagar ISS, ou todas serão tributadas por ICMS? Drable: ISS é imposto sobre serviço, e ICMS sobre a circulação de mercadorias. Cada imposto incide sobre o fato gerador determinado, e teremos ambos lá dentro. A expectativa básica é termos algo em torno de R$ 7 milhões de ISS e R$ 50 milhões de ICMS logo no primeiro ano de funcionamento das indústrias.

aQui: Quanto o município já investiu na área, o que ainda precisa em termos de recursos e o que falta a ser feito?
Drable: Desde a aquisição até a implementação da infraestrutura, foram investidos algo próximo a R$ 15 milhões e vamos investir mais R$ 7 milhões.

aQui: O problema de acesso – entrada e saída pela Via Dutra –, que era um empecilho, foi devidamente resolvido? O que foi feito?
Drable: Na verdade, teremos um novo acesso ao lado da Arcelor Mittal, e as obras já estão em andamento. Esse será o acesso principal. O antigo será mantido como rota de fuga em caso de contingência. Teremos acesso de pedestres pela Vila Maria e também a operação do terminal ferroviário.

aQui: Quais são os nomes das empresas que vão se instalar de imediato no Condomínio Industrial? Elas vão cumprir algum prazo de ocupação? Drable: Não vou divulgar, até os contratos estarem assinados. Quanto à ocupação, elas terão até 12 meses para o início das obras.

aQui: Que áreas vão ocupar e quantos empregos vão gerar? Drable: A major empresa está negociando 60 mil metros, e a menor, dois mil. Nessa primeira fase (das instalações das empresas), serão cerca de 380 mil metros.

aQui: Aquela empresa de fármacos desistiu de Barra Mansa? O que houve?
Drable: O ramo específico mudou de foco, e ela foi para a América Central.

aQui: Barra Mansa tem outra área, também na Dutra, para oferecer para empresas, certo? Por que foi deixada de lado? Será reativada?
Drable: Ela está sendo negociada com um segmento específico. Lá não tem acesso, e as exigências da CCR Nova Dutra foram muito caras, de maneira que faremos a cessão da área em troca de um investimento que viabilize a utilização com finalidade industrial.

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