segunda-feira, junho 27, 2022

Na mesa

Neto quer que Sesc adquira Recreio do Trabalhador

Na sua entrevista a Dário de Paula, na quinta, 10, que não chamou muita atenção, o prefeito Neto acabou revelando um segredo que estava sendo mantido meio que em segredo. Que ele e sua equipe estão trabalhando para viabilizar a venda do Recreio do Trabalhador da CSN, localizado na Vila, para o Sesc-RJ (Serviço Social do Comércio). O parque aquático, um dos maiores do Sul Fluminense, com piscina olímpica e ginásio coberto, entre outras, está fechado há exatos dois anos, desde o 12 de junho de 2020. O motivo, segundo a Fundação CSN informou na época, foi pela queda de arrecadação do clube, que havia perdido 85% dos associados e ainda pelo fechamento obrigatório do estabelecimento, como parte das medidas de combate à pandemia de Covid-19. “Sabe qual é o nosso sonho? Do Deley, do Paiva, do Sodré, que o Sesc compre o Recreio dos Trabalhadores e dê para os comerciários e comerciantes. Aquilo lá é o retrato de Volta Redonda. Tudo iniciou ali e está lá, parado. Estamos incentivando o Sesc a comprar”, revelou.
O detalhe é que Neto no mesmo dia recebeu a visita de um dos diretores da CSN (ver foto). Procurada para falar do encontro, a empresa procurou desconversar e não adiantou ao aQui o motivo da reunião do seu diretor com o prefeito de Volta Redonda. Deley, secretário especial do prefeito Neto, que na sexta, 11, recebeu uma comitiva do Sesc, também evitou tratar do tema. Em suas postagens, por exemplo, não citou em nenhum momento que a venda do Recreio tinha sido tratada. “Pude acompanhar diretores do Sesc-RJ, que vieram conhecer de perto as estruturas esportivas, de lazer e culturais da nossa cidade. O objetivo é firmarmos parcerias para garantir mais atividades para a população. Se juntarmos nossas estruturas junto à vontade política do presidente da entidade, Antônio Queiroz, e do prefeito Neto, pessoas com quem tenho um relacionamento de amizade de longa data, isso tem tudo para acontecer”, escreveu, sem especificar as estruturas que visitaram.
Deley foi além. “O Sesc é uma grife espetacular e é o que falta em Volta Redonda, que é a capital do Sul Fluminense; que é a cidade que mais tem comerciários. Queremos juntar isso com a Asvre (Associação dos Servidores Municipais). Precisamos sentar e achar um modelo, pois essa simbiose e sinergia já existem!”, escreveu em sua postagem no Facebook.
Durante a entrevista a Dário de Paula, o ex-craque do Fluminense e da seleção brasileira acabou reconhecendo que existem negociações do grupo Neto com o Sesc e com a CSN. “Independentemente da situação, acredito que vamos fazer várias parcerias na área do esporte e da cultura. Eu tenho uma relação muito boa com o Queiroz (presidente do Sesc), o único problema é que ele é flamenguista, e daqueles chatos”, brincou, para logo em seguida abordar a possibilidade de o Sesc adquirir o Recreio para beneficiar toda a classe dos comerciários da região. “Estávamos trabalhando nisso no silêncio, mas já que ele (Neto) falou, é verdade. Estamos há algum tempo intermediando essa conversa. O Sesc entende que Volta Redonda, por toda sua potência econômica, já passou da hora de ter um Sesc instalado aqui. Ele (Queiroz) adora o Neto e quer manter uma proximidade maior com o Neto e Volta Redonda”, acrescentou.
Neto foi além e adiantou um pequeno grande detalhe: “Nós já estivemos lá duas vezes (no Sesc) com o Sodré, eu e o Deley. Vai dar certo”, disparou. “Agora o problema é ver quanto o Benjamin Steinbruch (presidente da CSN) vai querer, né?”, ironizou Dário de Paula. “A avaliação que foi feita no meu entender está fora da realidade”, retrucou Neto, mostrando que as duas partes já teriam até um valor determinado para iniciar as negociações. “O fato de ele (Recreio) ser tombado pesa muito na hora de vender, mas estamos incentivando que o Sesc faça uma proposta irrecusável para a CSN”, completou Neto, referindo-se ao fato de a Câmara de Vereadores ter decretado o tombamento histórico das instalações do Recreio do Trabalhador. O caso foi parar na Justiça e o TJ reconheceu a legalidade da lei, proposta pelo vereador Rodrigo Furtado.

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