quarta-feira, maio 29, 2024

Na mesa

Grandes empresas oferecem propostas abaixo de 5% de reajuste salarial aos metalúrgicos do Sul Fluminense

As negociações entre a CSN e o Sindicato dos Metalúrgicos certamente serão impactadas pelas propostas que estão sendo apresentada por outras grandes empresas da região.
A Arcelor, por exemplo, ofereceu, entre outras, um reajuste salarial de 3,44% aos seus empregados, com validade a partir de maio, ainda dependendo de aprovação. A Nissan, vejam só, foi um pouco melhor. Ofereceu 4% de reajuste. E os metalúrgicos da montadora já aceitaram. Os dois percentuais estão bem abaixo, muito abaixo mesmo do índice de reajuste que o Sindicato dos Metalúrgicos insiste em reivindicar junto à direção da CSN, na casa dos 22%. Pior. Considerando os últimos três anos, as chances de Edimar Miguel obter algum sucesso são bem pequenas. Em 2020, o reajuste aos operários da UVP não saiu do 0%. Em 2021, a mesma coisa. No ano passado, a direção da CSN concedeu 12% de reajuste para quem ganhava até R$ 5.000,00 e 10% para quem ganhava acima de R$ 5.000,00, sendo que o INPC havia ficado em 12,46% (variação do INPC entre maio/21 e abril/22). “Considerando os números das outras empresas (Arcelor e Nissan, grifo nosso) e o histórico recente da CSN, a grande probabilidade é de que a direção da siderúrgica chegue, no máximo, a 3,83%, que é a variação do INPC no período de maio/22 a abril/ 23, para quem ganha até os R$ 5.000,00 e menos que isso (talvez 2,5%) para quem ganha acima de R$ 5.000”, pondera uma fonte do aQui.
Ela também avaliou o pedido do Sindicato dos Metalúrgicos com relação ao pagamento da PLR. E foi dura ao falar sobre o assunto. “Ainda que queira pagar a PLR, a CSN não poderá pagar qualquer valor sob este rótulo, porque não foi celebrado nenhum acordo para pagamento de PLR, acordo que, pela previsão legal, tem de ser assinado no ano anterior ao pagamento, ou seja, para haver pagamento de PLR em 2023, o acordo de PLR teria que ter sido assinado em 2022, o que não aconteceu”, disparou.
A solução, segundo a fonte, que pede anonimato, passa mais uma vez pela concessão de um abono aos operários da UPV. “Se a CSN pagar alguma coisa, será em forma de abono, como tem feito nos últimos anos. Ou seja, ou o empregado recebe o abono ou não recebe nada, porque PLR não tem como receber”, sentencia.
Ela vai além. “E, se houver o pagamento do abono, não será igual ao que foi pago em 2022, porque o resultado financeiro da CSN em 2022 foi bem inferior ao resultado obtido em 2021. Logo, o abono de 2023, se for dado, e que tem como base o resultado financeiro de 2022, será em um valor bem inferior ao que foi pago no ano passado (2022). Aguardemos o que será proposto pela CSN”, disse, com aquele ar misterioso de quem sabe prever as coisas

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