terça-feira, abril 16, 2024
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J.Chagas, ex-aliado de Drable, decide apoiar Bruno Marini

“Não estou atrás do voto da esquerda”. Foi assim, com essas palavras, que Bruno Marini, pré- candidato do Novo à prefeitura de Barra Mansa, respondeu ao aQui sobre como espera conquistar os votos dos eleitores que não são de direita. Na entrevista, realizada na manhã de terça, 26, no centro da cidade, para lançar a ‘Frente de Oposição Mudança Inteligente’, o empresário anunciou ter recebido o apoio do ex- secretário de Assistência Social do governo Rodrigo Drable, J. Chagas, também filiado ao Novo. Mas não confirmou se Chagas será o vice na sua chapa.
Bolsonarista de carteirinha, mesmo sem estar no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (o candidato do PL será Luiz Furlani), Bruno diz que é o autêntico representante da direita em Barra Mansa e avaliou a união com J. Chagas – que também já foi candidato a prefeito – como o início de uma frente de oposição. “Eu digo que Barra Mansa precisa de mudança. Nos últimos oito anos, Barra Mansa cresceu como rabo de cavalo, para trás. O J. Chagas chega nesse projeto para que a gente possa fazer a mudança que Barra Mansa precisa”, destacou.
Questionado se havia chance de J. Chagas ser o candidato a vice-prefeito em sua chapa, Bruno informou que a definição só será tomada mais à frente. “O J. Chagas vem para somar nesse momento Agora estamos somando as lideranças políticas para decidir, lá na frente, quem será candidato a vice- prefeito e ainda quem será candidato a vereador pelo Novo e PRTB”, destacou.
Sobre o PL – partido de Bolsonaro – estar na base aliada do prefeito Rodrigo Drable e ser a legenda do candidato do governo, Luiz Furlani, Bruno garante que continuará defendendo o ex- presidente. “Vamos continuar defendendo o bolsonarismo, uma política limpa. O PL foi para a base de um governo de esquerda. O atual prefeito é do Solidariedade, é líder desse partido na montagem estrutural dessa legenda no Sul Fluminense. Hoje, a mentira na política não se alastra muito. É só entrar na rede social do candidato da situação e entrar na nossa rede social para ver quem é de direita em Barra Mansa”, acrescentou.
Bruno Marini foi provocado pelo aQui a dizer como espera conquistar os votos de eleitores que não são de direita, visando ter apoio suficiente para ser eleito. “Eu vou buscar voto do centro. Eu não vou ter o voto da esquerda e nem estou atrás dele. Sou bem pragmático. Essa esquerda que está aí no Brasil desde 2001 fez com que a gente, que era um país à frente de nações da Ásia, andasse para trás. Agora, estamos atrasados… Vou buscar os eleitores de centro, com diálogo e construção, além de chamar essas pessoas pa- ra conversar”, completou.
Em sua fala, J. Chagas fez questão de dizer que a cidade está atrasada e atacou o governo de Rodrigo Drable, do qual chegou a fazer parte como secretário de Assistência Social. “Nós estamos aqui com um único objetivo. Que é acima de tudo amar essa cidade, que amamos e vivemos nela, tudo o que nós temos está aqui. Como meu amigo Bruno disse, há anos Barra Mansa está crescendo igual rabo de cavalo”, comentou. “Aqui é uma cidade-dormitório, as pessoas saem daqui para trabalhar em outros municípios”, completou.
Questionado a falar sobre o período em que esteve trabalhando na prefeitura de Barra Mansa – ao lado de Drable – J. Chagas diz que foi enganado. “Eu sempre fui oposição a todos os governos anteriores. O prefeito conversou comigo e disse o que queria fazer para Barra Mansa. E eu acreditei. Mas, depois eu vi que não era o que eu esperava, não era o que ele (Drable) tinha me falado. Eu nunca concordei com coisas que vi de errado. Eu fiquei dois anos brigando pelo melhor. Eu saí e não tenho amizade mais”, disse. “Estamos com essa frente de oposição por uma cidade inteligente, para que possamos dar um pouco de esperança para que Barra Mansa volte a crescer. E agora é para valer”, garantiu.

‘Foi demitido’
Procurado para responder às acusações de J. Chagas – de irregularidades no governo –, o prefeito Rodrigo Drable não deixou por menos. “Infelizmente, o J. Chagas foi demitido por inúmeras ilegalidades que cometeu”, disparou. “Chegou ao cúmulo de autorizar ilegalmente a construção de uma sepultura para ele próprio, no cemitério municipal. Além de ter destinado, de maneira duvidosa, cestas básicas para pessoas do próprio relacionamento, a prejuízo de quem estava inscrito”, completou Drable, indo além: “Estes e outros casos estão em apuração, e as providências legais sendo adotadas”, concluiu, oferecendo-se para apresentar provas e testemunhas dos casos citados contra J. Chagas.

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