quarta-feira, dezembro 1, 2021
CasaEditoriasCSNIncentivos fiscais: recebeu ou não ?

Incentivos fiscais: recebeu ou não ?

Há cerca de 15 dias, o nome da CSN apareceu em uma listagem divulgada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), como sendo uma das 20 empresas que mais recebeu incentivos fiscais do governo do Estado do Rio entre 2008 e 2013. A renúncia fiscal seria de exatos R$ 494.969.770,14. O aQui chegou a publicar reportagem sobre o assunto em sua edição de n° 1020 e, mesmo procurada, a CSN não comentou – naquele momento – o relatório do TCE.

 

Na mesma semana, a CSN foi citada em outra lista, desta vez de 10 empresas-clientes que receberam incentivos fiscais do Estado e mantinham (ou mantiveram por um período) contratos de serviços com o escritório de advocacia Coelho & Ancelmo, da mulher do ex-governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo. Segundo reportagem do O Globo, dos 10 maiores contratos do escritório da ex-primeira dama, sete foram celebrados com empresas que receberam incentivos fiscais do governo fluminense no período de 2008-2015. E a CSN seria uma delas.

 

Sérgio Cabral foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de novembro, em seu apartamento, no Rio, por suspeita de comandar uma organização criminosa que teria recebido R$ 220 milhões em propinas, quando era governador. Sua mulher, Adriana Ancelmo, chegou a ser levada em condução coercitiva para a sede da PF, no Rio, teve seus bens bloqueados pela Justiça e segue sendo investigada por suposto envolvimento nos negócios ilícitos do marido.

O que disse a empresa?

Procurada na quinta, 1, pelo aQui, a CSN reiterou o que divulgou em nota, de que não recebeu incentivos fiscais do governo Cabral, entre 2008 e 2013. E explicou que recebeu, sim, dois incentivos fiscais do governo fluminense, ambos destinados à aquisição de clínquer e escória para a fábrica de cimentos da UPV. “Estes incentivos foram concedidos por meio de dois decretos nos anos de 2003 e 2005. Porém, como a CSN Cimentos só entrou em operação em maio de 2009, começamos a usufruir destes benefícios em 2008 e o concluímos em 2013. Eles foram concedidos apenas para a aquisição de insumos”, disse a empresa, esclarecendo a confusão das datas e a coincidência cronológica.

 

Outro ponto citado pela empresa diz respeito à relação com o escritório de advocacia Coelho & Ancelmo. A CSN admitiu ter sido cliente do escritório da ex-primeira dama do Estado, porém deixou claro que “as ações defendidas eram de caráter cível e nunca tributária ou fiscal”, garante. A empresa informa, ainda, que o contrato advocatício com o escritório envolvia apenas os advogados da Coelho – nunca os que trabalhavam para Adriana Ancelmo. Mais sobre a Nota de Esclarecimento da CSN pode ser conferida na íntegra no site empresa www.csn.com.br.

Artigo anteriorNobre arte
Artigo seguinteGrampos
ARTIGOS RELACIONADOS

Memória metalúrgica

Fazendo a diferença

Pura tecnologia

LEIA MAIS

Grampos

O roubo da identidade

Resistindo à violência

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp