segunda-feira, fevereiro 26, 2024
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Habibe conta com Lula para derrotar Neto & Cia

Por Mateus Gusmão

A missão de vencer Neto nas eleições de 6 de outubro parece impossível, tanto que alguns políticos bons de voto nem querem pensar nisso, como é o caso de Jari (PSB). Para piorar, a ‘esquerda do aço’ dá sinais de querer dificultar ainda mais a batalha, ao abandonar a tese da união dos partidos progressistas, que passava por lançar apenas um candidato contra Neto. A prova é que três partidos de oposição devem lançar seus próprios pré-candidatos ao Palácio 17 de Julho.
O PT foi o primeiro, ao definir o nome do professor Alexandre Habibe como pré-candidato à sucessão de Neto. Ele seria candidato pela Federação PT-PV-PCdoB. O PSB, como o aQui revelou com exclusividade na última edição, vai pelo mesmo caminho e deverá escolher um entre três dos seus filiados como pré-candidato. Detalhe: não será o deputado estadual Jari de Oliveira. O Psol também já definiu por candidatura própria, lançando o nome da professora Juliana Carvalho.
Para Alexandre Habibe, do PT, apesar de os partidos de esquerda e centro- esquerda lançarem pré- candidatos, isso não inviabilizaria a chance de todos se unirem em torno de apenas um nome. “A decisão de lançar nossa pré-candidatura foi do Diretório Municipal e foi enviada para o Diretório Estadual, que agora vai encaminhar e viabilizar a busca por alianças com partidos de esquerda, centro-esquerda e centro”, destacou o professor, que foi candidato a prefeito pelo PCdoB em 2020. “Acho que o que temos que fazer com outros partidos é debater e discutir projetos, aparar arestas”, completou.
Questionado sobre a decisão do PSB de ter seu pré-candidato, ele diz que é natural. “É um caminho normal dos partidos lançarem pré-candidaturas. É importante ter candidato até para formação das nominatas de vereadores. É esperado que lancem nomes. Mas vamos debater isso, acredito que as coisas vão se desenhando melhor em fevereiro e março”, acrescentou.
Habibe acredita que as eleições de 6 de outubro deverão ter entre cinco ou seis candidatos. “Tem a candidatura do Neto, que, porsisó,jáéuma candidatura muito forte, que tem a máquina. Há um desgaste natural pelos cinco mandatos, mas é forte. Tem uma candidatura posta da extrema-direita (Mauro Campos, do PL). E, talvez, teremos mais duas ou três”, disse, esperando que assim, com menos candidatos, seja mais fácil debater projetos viáveis para a cidade. “Na última eleição, foram 14 candidatos, isso não é bom para o debate, não dá tempo de debater ideais. Acredito que cinco seja o número ideal”, completou.
Tem mais. Ele espera que os debates pré-eleições sejam pautados pelas demandas da cidade do aço e não pela polarização nacional entre Lula e Bolsonaro, direita e esquerda. “O centro da discussão tem que ser Volta Redonda. Temos demandas urgentes para a cidade, como aumentar a receita, atrair mais empresas e gerar emprego qualificado para a mão de obra que formamos em nossas universidades, entre outros. Temos que ter propostas concretas para a cidade”, avalia. Apesar de pregar a municipalização da campanha, Habibe espera contar com Lula no seu palanque. “O partido passou um período muito difícil por oito, dez anos. Entendo que agora o partido vem forte para essa eleição. O PT está cada vez mais maduro, percebemos isso nas pautas econômicas do governo Federal, com o ministro Fernando Haddad. Temos que preparar nossos municípios para o crescimento que virá, para a nova industrialização. Estamos em um momento de buscar avanços”, concluiu.

Psol decide por pré- candidatura
O Psol também já decidiu por uma pré-candidatura própria ao Palácio 17 de Julho. O nome escolhido foi da professora Juliana Carvalho, que também concorreu ao pleito em 2020. A decisão foi tomada ainda no ano passado, em novembro. Na quinta, 1o, houve uma reunião do diretório municipal do partido, mas não houve mudança na decisão da pré-candidatura, que segue mantida. “Importante frisar que o PSOL-VR se esforçou numa tentativa de unidade da esquerda na cidade, chegamos a participar de duas reuniões no ano passado que infelizmente não foram pra frente. Entendemos que as eleições desse ano serão uma disputa forte onde não podemos deixar que a direita conservadora, que só representa retirada de direitos, cresça”, informou o partido em nota ao aQui.

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