Grampos

Engordando o caixa (I) – A Assembleia Legislativa do Estado do Rio aprovou na quarta, 10, o Projeto de Lei 2.726/17, de autoria do Poder Executivo, que permite a antecipação de receitas do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF). O objetivo do Governo é reforçar o caixa enquanto o Congresso Nacional não aprova a proposta de ajuda a estados endividados (projeto de lei complementar 343/17). Os recursos obtidos com a antecipação das receitas, segundo o líder do governo na Alerj, deputado Edson Albertassi (PMDB) serão utilizados prioritariamente para pagar salários dos servidores.

 

Engordando o caixa (II) – O texto aprovado pela Alerj foi um substitutivo ao projeto original do governo, elaborado por Albertassi incorporando várias emendas apresentadas pelos deputados. Além de permitir a antecipação de receitas, o texto também excluiu alguns setores da economia fluminense, como a cadeia produtiva láctea, dos efeitos da lei que criou o FEEF. A intenção é evitar o aumento da carga tributária para setores beneficiados por incentivos fiscais. Além da indústria láctea, foram beneficiados os setores de hortifrúti, agronegócio familiar, concessionárias de veículos novos e usados, e pequenas indústrias.

 

Engordando o caixa (III) – Para Albertassi, a antecipação de receitas pode garantir milhares de empregos. “Foi uma conquista importante para o Estado do Rio. Os recursos obtidos com a antecipação de receitas vai permitir ao governo reforçar o caixa para pagar os servidores. E ainda conseguimos garantir o emprego de milhares de trabalhadores de setores importantes para o interior do Rio, como a indústria láctea, que estavam ameaçados por causa do aumento da carga tributária”, disse Albertassi. Segundo ele, o FEEF pode render ao governo até R$ 3 bilhões anuais de receitas extras, sendo 95% provenientes de grandes indústrias.

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Samuca pediu que Márcia fosse com ele até a Av. Amaral Peixoto. Ela foi – a contragosto, dizem.

Capa – Na segunda, 8, o radialista Dário de Paula, como sempre faz, leu as manchetes do aQui do sábado passado. E aproveitou para falar da que tratava da decisão de Pezão de deslocar PMs do Sul Fluminense para aumentar a segurança dos empresários da Baixada. Só que ele fez questão de ‘criticar’ o jornal por não ter dito que a CDL e a Aciap que pediram a transferência dos PMS seriam de Nova Iguaçu, como ficou bem claro na reportagem interna. Ou seja, Dário quis defender as duas associações de empresários de Volta Redonda. Já que estava tão preocupado em ‘esclarecer as coisas’, o radialista poderia ter dito que a transferência dos PMs de Volta Redonda para Nova Iguaçu não foi combatida nem pela CDL-VR muito menos pela Aciap-VR. Menos, companheiro, menos…

 

Demissionária (I) – Caiu como uma bomba no meio político a revelação feita pelo aQui na edição passada dando conta que a secretária de Saúde, Márcia Cury, teria pedido demissão. Puxa-sacos do governo verde logo tentaram dizer que a notícia seria furada.

 

Demissionária (II)– O que os puxa-sacos não sabem é que no encontro semanal com sua bancada de vereadores na segunda, 7, Samuca repercutiu a notícia de que Márcia estaria demissionária. “Algum aliado nosso está vazando informação para o aQui”, alertou o prefeito. Ah, os vereadores também sabem do pedido de Márcia.

 

Candidata – Para mostrar que está tudo bem entre eles, Samuca fez questão de andar lado a lado com Márcia Cury por toda a Avenida Amaral Peixoto (ver foto) no domingo, 6. Só faltaram dar as mãos. Ao encontrar com o repórter do aQui, Samuca abriu um largo sorriso e disse que Márcia seguia firme no governo. Que não estaria demissionária. “Digo mais: Márcia pode ser nossa candidata a deputada federal em 2018”, revelou o prefeito. A secretária apenas sorriu; sorriso meio amarelado, por sinal.

 

Menos, companheiro, menos – Ao ler as manchetes dos jornais na manhã de segunda, 8, o radialista Dário de Paula comentou a notícia revelada pelo aQui sobre Márcia Cury. Tão preocupado com a verdade, garantiu que teria estado com a secretária de Saúde e esta teria desmentido o jornal. Teria dito a ele que a notícia era ‘intriga da oposição’. E que só interessaria a quem tivesse interesses contrariados na sua pasta. E ele acreditou. Menos, companheiro, menos. Para Márcia abandonar o barco verde só falta mais uma noite mal dormida. Olheiras ela até já adquiriu. 

 

Intrigas (I) – Que Dário de Paula e os puxa-sacos fiquem sabendo: o aQui não tem nenhum interesse contrariado na Saúde, nem no governo verde. Só é bem informado. Sabe e noticia, por exemplo, a falta de remédios e seringas, entre outras. O resto é conversa para boi dormir. 

 

Intrigas (II) – Será que os puxa-sacos sabem que um dos motivos para Márcia Cury deixar Samuca é que o prefeito a teria ‘repreendido’ por ter estado na casa do ex-prefeito Neto? Ou que a teria criticado abertamente por conta de uma verba que a prefeitura estaria perdendo – R$ 800 mil mensais – por problemas administrativos da pasta comandada por Márcia? Ou ainda que Márcia, quando trata do assunto com os seus amigos de verdade, não consegue conter as lágrimas? E que diz que sua saída é irreversível?

 

Candidata – Quem não deve gostar de saber que Márcia pode ser candidata a deputada federal é Alexandre Serfiotis (PMDB), deputado federal que se aproximou de Samuca nos últimos meses. Detalhe: o subsecretário de Saúde, Rafael Galvão, teria sido indicado por Serfiotis para assumir a pasta. Depois, quando viu que, financeiramente, seria um péssimo negócio, o médico desistiu da cadeira, que foi entregue a Márcia, que é do grupo político do ex-deputado Nelson Gonçalves e muito chegada ao ex-prefeito Neto.

 

Técnico – Por falar em Rafael Galvão, desde o dia 1º de abril ele ganhou a ‘Responsabilidade Técnica’ pela secretaria de Saúde. A portaria 037/2017 foi assinada por Márcia Cury e publicada no Diário Oficial de quinta, 11 de maio.

 

Facão – O facão verde, do prefeito Samuca Silva, não vai atingir apenas os cargos comissionados da área da Saúde. Vai pegar em cheio os servidores já aposentados que continuam trabalhando dentro e no entorno do Palácio 17 de Julho. E não são poucos, não, revela uma fonte do aQui.

 

Média – Ao decidir promover uma pesquisa virtual sobre o Uber em Volta Redonda, o prefeito Samuca Silva mostra que errou duas vezes. A primeira vez foi ao ‘regulamentar’ a lei do ex-vereador Maurício Batista para impedir que o aplicativo fosse usado por motoristas particulares da cidade do aço. O segundo erro foi prometer acatar o que os internautas decidirem – contra ou a favor do Uber. Esquece, como bom gestor, que a decisão final está nas mãos dos juízes do Supremo Tribunal Federal. Eles é que vão decidir, em breve, se o Uber poderá ser usado ou não em todo o território nacional.

 

Estratégia – Se a ideia de Samuca era explorar a pesquisa junto aos internautas como uma simples estratégia de marketing, podemos reconhecer que ele acertou. Marketing puro, com resultado já esperado: a favor do Uber, conforme levantamento já feito pelo aQui nas redes sociais. E que os verdes conhecem, é claro.

 

Emendas – O deputado federal Deley de Oliveira (PTB) recebeu a confirmação, extraoficial, de que as emendas feitas por ele  serão “congeladas” a mando do Palácio do Planalto. Ao saber da notícia,  Deley mandou levantar quantas emendas estão represadas, para calcular a perda que os municípios terão com a trama do Planalto. “Queria apenas dizer ao governo (Temer) que comigo a estratégia não vai funcionar. Eu já disse e volto a repetir: não votei pela reforma trabalhista, não votei o projeto de terceirização e não votarei a reforma da Previdência”, pontuou. “Perco minha cabeça, mas não perco meu juízo”, justificou na sessão de terça, 9, na Câmara dos Deputados.

 

Retaliação – Esse é o segundo ato de retaliação do governo Temer contra Deley. O primeiro foi a exoneração de Marcelo Xavier Castro, da diretoria de Finanças e Administração da INB. Detalhe: Xavier é funcionário de carreira há 28 anos. “Também nesse caso, em minha visão, o prejudicado é o país. Não fizemos indicação política, fizemos uma indicação técnica. Ainda no governo anterior. Lamento muito essa postura”, argumenta Deley.

 

Benesses – Vale lembrar que na segunda, 8, Temer fez uma reunião com deputados da base aliada, para anunciar que, deles, iria liberar as emendas. Os puxa-sacos do governo, é claro. 

 

Ataque – O ex-prefeito Neto partiu ao ataque contra Samuca. Motivo: o dossiê que o atual prefeito entregou à Câmara e ao MP. Em nota divulgada no Diário do Vale, Neto não deixou por menos. Disse que o dossiê tem erros grosseiros e primários de contabilidade. “Não há dúvida que Volta Redonda enfrenta um estado de calamidade, mas não é financeira, é administrativa. Quem está lá não sabe o que está fazendo e pode colocar a cidade em risco. Há mentiras, inconsistências e confusão. Nunca vimos algo assim”, desabafou.

 

Dívida – Neto também fez questão de contestar o valor da dívida, que segundo Samuca seria próxima a R$ 1 bilhão. “Anunciam uma dívida de mais de R$ 800 milhões. Mas depois o próprio governo diz que a dívida total que existe, que deixamos parcelada e com pagamento em dia, é de R$ 145 milhões. Ele mesmo publicou isso no ‘VR em Destaque’ de 30 de janeiro. A antiga dívida previdenciária do município entregamos parcelada e em dia. Também herdamos a prefeitura com dívidas, mas as que repassamos estavam parceladas e com pagamento em dia”, destacou o ex-prefeito, ressaltando que, no dossiê, Samuca se mostra contraditório. “São três números diferentes: nas folhas 5 e 6, fala-se em R$ 148 milhões, na mesma folha 6, fala-se em R$ 102 milhões, e na folha 9, em R$ 51 milhões. Nem eles sabem do que estão falando. Parece que o relatório é um grande ‘catado’ sem nenhum cuidado”, ressalta.

 

Matemática básica – Em outra parte da nota, Neto diz que a equipe do prefeito Samuca Silva errou ao fazer um simples cálculo de matemática. “Um dos itens mais esdrúxulos do relatório conseguiu transformar um superávit (valor positivo) de R$ 32.212.977,82, que foi o resultado final de 2016 da prefeitura de Volta Redonda, em um déficit (valor negativo) de R$ 277.825.617,60”, diz Neto, para completar. “Erraram na matemática básica da administração pública. Somaram todos os superávits de 8 anos e subtraíram todos os déficits do mesmo período. Todos sabemos que o déficit ou superávit de um ano anterior é absorvido no ano seguinte. Ao final de 2016, se chegaram ao superávit de R$ 32 milhões, somente poderia haver esse déficit em 2017 e teriam de ter um resultado negativo exorbitante”, completou.

 

Maldade – Sempre que encontra com amigos nas ruas, Neto aborda as colocações acima e faz uma pergunta: “O Samuca é contador mesmo?”. Maldade pura. “E olha que nós deixamos R$ 100 milhões em caixa para ele gastar. Gastar bem, é claro”, ironiza.

Dossiê – Durante a semana, em data a ser marcada, Neto dará uma coletiva sobre o dossiê que vai entregar aos vereadores e ao MP.

 

Desistiu – Ontem, sexta, 12, o prefeito Samuca Silva pensava em pegar sua magrela mais uma vez, para ir trabalhar, por conta do Dia Internacional do ‘De Bike ao Trabalho’. Desistiu de última hora por causa de compromissos no Palácio 17 de Julho. Para celebrar a data, a prefeitura criou uma ciclovia experimental na Rua 535, no Aterrado.

 

Assessor – O vereador Carlinhos Santana é um dos mais críticos ao governo Samuca. Mas na quinta, 11, poupou o prefeito. “Ele tem até se esforçado muito para fazer uma boa administração. Mas seu grande problema está na sua assessoria”, bradou. Não é o único que pensa assim.

 

Visita – Quem assumiu a presidência do PHS em Volta Redonda foi Eloy Carneiro, ex-tucano.

 

Sem rango – Após reportagem do aQui, onde conselheiros tutelares acusaram Samuca Silva de “inércia”, os CTs ficaram sem almoço. É que eles pegavam o PF na Beatriz Gama desde 2007. Ao chegarem ao local na segunda, 8, foram surpreendidos com a notícia de que não teriam mais direito ao almoço. Sacanagem.

 

Hackeado – O site do Colégio Interativo de Volta Redonda (www.interativovr.com.br) foi hackeado na manhã de ontem, sexta, 12. Os hackers exigiam a liberação do Uber em Volta Redonda. O grupo que hackeou o site se intitula como ‘Bonde do Açude’. Sacanagem!

 

Banda – Os integrantes da Banda Municipal e do Coral de Volta Redonda seguem preocupados com o futuro dos projetos. Isso porque eles não têm atividade desde janeiro. E, consequentemente, não recebem salários. Em contato com o aQui, um dos músicos afirmou que há um mês a secretária de Cultura, Márcia Fernandez, pediu para que eles formassem uma comissão para debater o futuro da Banda. “O problema é que até agora não fomos chamados para conversar sobre nada”, reclamam. É uma pena!

 

Aniversário – Quem completou mais um ano de vida na segunda, 7, foi dona Munira, 89, mãe do ex-prefeito Neto. Felicidades!

 

Pão e leite – Há uns 20 anos os funcionários do Saae-VR têm direito a um café da manhã. Nada chique. O tradicional pão com café com leite. Pois bem, desde domingo, 14, passaram a ver navios em águas turbulentas. É que o contrato da autarquia com a padaria responsável pelo fornecimento dos produtos terminou e ninguém se lembrou de prorrogá-lo. Ou fazer uma nova licitação. Resultado: os cerca de 450 funcionários do Saae – de todos os departamentos – ficaram sem pão e leite. Será que cortar o fornecimento diário de 900 pãezinhos e 150 litros de leite (um litro por cada três pessoas) vai ajudar o Saae a sair da crise? Ou é uma simples questão de gestão verde? 

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Sujeira – A gerente do Ginásio da Ilha São João esteve na redação do aQui na segunda, 7, para esclarecer um grampo publicado na edição passada que mostrava a sujeira dos banheiros do local. Segundo ela, a foto seria antiga – do início do ano, quando foi rescindido o contrato com a empresa de limpeza. Agora, segundo ela, está tudo nos trinques, como mostra a foto. Que bom!

motoboys e dinho

Motoboys – O presidente da Câmara de Volta Redonda, Sidney Dinho (PEN), recebeu (ver foto) três representantes dos motoboys que trabalham na cidade: André Fernandes, Diogo de Sousa e Gledson dos Anjos. Foram pedir ajuda do parlamentar para descobrir porquê o 28 BPM não está mais oferecendo o curso de capacitação dos motociclistas. De acordo com André, uma autoescola e o Sest/Senat oferecem o curso, mas “com custo alto, fora do alcance financeiro dos profissionais”.

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