Furtado só fala de eleição em 2020

Na manhã de ontem sexta, 13, durante café oferecido à imprensa, o deputado federal Antônio Furtado falou de tudo. Ou melhor, de quase tudo. Deixou no ar, por exemplo, a pergunta mais importante de todas que foram feitas: se vai ou não ser candidato a prefeito nas eleições de 2020. “Sou muito apegado à lei, acima de tudo. A lei diz claramente que o momento certo para se pronunciar oficialmente é no ano que vem. Março, abril, seis meses antes do pleito, é quando se pode dizer se vai concorrer ou não”, pontuou o delegado, afirmando que o assunto ‘prefeitura de Volta Redonda’ é “recorrente”. “Até em Brasília me perguntam sobre isso. Ontem mesmo me perguntaram”, disse, negando-se a revelar o teor da resposta que teria dado na capital federal.
A única pista dada pelo parlamentar, eleito por Volta Redonda, tem relação aos convites que disse estar recebendo de outros partidos para que troque de legenda e dispute a sucessão de Samuca. “Se anunciar a candidatura agora, corro o risco de estar fazendo pré-campanha. Eu sou um político novo, talvez esteja inaugurando uma nova forma de fazer política”, crê.
Furtado afirmou também que está “muito empenhado” em trabalhar no Congresso, onde acredita poder “ajudar a região inteira”, tanto que teria destinado cerca de R$ 17 milhões em emendas individuais para o Sul Fluminense no Orçamento do ano que vem. “Conseguimos liberar outros R$ 10 milhões em verbas extras para a região este ano”, apontou, revelando que estaria sendo cotado para assumir a vice-presidência da executiva estadual do PSL.
Violência
Questionado sobre os números da violência em Volta Redonda – que teve em 2019 o mais violento dos últimos cinco anos -, Furtado disse que “é preciso investimento” para mudar o quadro a curto prazo, mas que o estado do Rio está em uma crise sem precedentes. “Por isso estou destinando emendas para equipar e melhorar as polícias civil e militar. Sempre digo isso: cuidando da polícia, você está cuidando da sociedade”, afirmou.

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