Curtas

Aproaço
Enquanto o projeto de criação do Polo Metalmecânico segue amarelando em alguma gaveta do Palácios 17 de Julho ou do Palácio das Laranjeiras, os produtores de aço se uniram e fundaram em Volta Redonda a Associação dos Processadores de Aço do Estado do Rio de Janeiro (Aproaço). A entidade reúne, inicialmente, 17 metalúrgicas dispostas a organizar as demandas do setor e contribuir para o desenvolvimento do aço. A assembleia de fundação aconteceu no dia 6 e elegeu, como vice-presidente, José Valentin Gallo. O nome do presidente não foi divulgado, provavelmente porque ele ainda não foi eleito.
O setor do aço movimenta, em todo o estado, segundo a entidade, cerca de R$ 4,5 bilhões anualmente (grande parte graças a CSN), e gera 10 mil empregos diretos e outros milhares indiretos. A ideia da Aproaço é “unir os empresários do setor para realizar ações coordenadas que contribuam para o crescimento do aço no estado”. Dentre essas ações está a de cobrar dos deputados fluminenses a criação de leis que favoreçam o setor. “A Aproaço nasceu com o objetivo de valorizar o segmento e contribuir de maneira mais organizada para consolidar esse momento de retomada da economia fluminense”, disse, genericamente, Gallo.
Na criação da Aproaço também foram eleitos os membros da diretoria executiva, conselho fiscal, conselho administrativo, além do vice-presidente, mas os nomes não foram informados, assim como não foram identificadas todas as 17 indústrias que participam da entidade. Em Volta Redonda e Barra Mansa, por exemplo, as que existem ainda estão sendo convidadas a participar da Aproaço. Mas uma informação chama atenção: segundo Gallo, o setor gera anualmente mais de R$ 500 milhões em impostos para os governos estadual e federal, graças às alíquotas de ICMS e ISS praticadas no estado do Rio.

Por pouco
Um alerta da Anvisa fez com que as secretarias de Saúde verificassem, às pressas, as geladeiras das centrais de vacina para conferir os imunizantes guardados. O motivo era urgente: checar se os lotes armazenados eram os mesmos da CoronaVac que tinham sido suspensos pela Anvisa no dia 4. A suspensão pegou todos mundo de surpresa e por pouco não colocou em xeque a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Butantan. A boa notícia é que, até o momento, não há informação de que as doses foram aplicadas no interior do Rio. A exceção, porém, foi registrada na capital, onde foram aplicadas 1.206 doses de um dos lotes suspensos.
A aplicação das doses na cidade do Rio aconteceu horas antes do pronunciamento da Anvisa sobre a interdição. Quando o anúncio oficial foi divulgado, a secretaria de Saúde do Rio já tinha aplicado o imunizante em mais de mil pessoas. Desde então essas pessoas vêm sendo acompanhadas pela Vigilância Epidemiológica da capital, que até o momento não registrou nenhuma intercorrência. Em nota, a SES confirmou ter recebido um dos lotes suspensos da Coronavac na noite do dia 3 de setembro e horas depois começou a distribuí-lo aos municípios fluminenses. Somente o Rio teria aplicado as vacinas. Nos demais municípios fluminenses, não deu tempo.
Os frascos do lote suspenso que chegaram a ser distribuídos aos municípios não serão recolhidos pela SES. Pelo menos por enquanto. Caberá aos municípios manter as doses armazenadas em suas centrais de vacina e aguardar o posicionamento do Ministério da Saúde quanto à destinação dos imunizantes. Ainda não foi definido se haverá o recolhimento ou a autorização para a aplicação. Segundo a SES, o lote suspenso é o 202108113H, e as doses que não chegaram a ser distribuídas estão guardadas na Central Geral de Armazenamento (CGA) do Estado, em Niterói.
A suspensão da CoronaVac foi cautelar e atingiu 25 lotes que foram envasados em uma planta da Sinovac, na China. A inspeção sanitária do local não foi aprovada pela Anvisa, o que gerou a decisão de suspender a distribuição e o uso dos imunizantes. Em nota, o Butantan disse que a medida adotada pela Anvisa “não deve causar alarmismo” e informou que foi o próprio instituto que, “por extrema precaução”, comunicou o fato à Agência de Vigilância Sanitária depois de atestar a qualidade das doses recebidas. “A vacina do Butantan é o imunizante mais seguro à disposição do Programa Nacional de Imunizações (PNI), por causa da sua plataforma de vírus inativado”, diz a nota.
Hoje, sábado, 11, a SES-RJ distribui uma nova remessa de vacinas aos municípios fluminense. Os imunizantes pertencem às vacinas Astrazeneca e Pfizer. Não há previsão de distribuição da CoronaVac nesta remessa.

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