segunda-feira, junho 27, 2022
CasaEditoriasCSNCSN quer aumentar retirada de escória da Brasilândia

CSN quer aumentar retirada de escória da Brasilândia

A direção da CSN apresentou à 3a Vara da Justiça Federal, em Volta Redonda, uma proposta para acelerar a retirada dos montes de escória do pátio da empresa, localizado na Brasilândia. A ação faz parte do entendimento entre a siderúrgica e os ministérios públicos Federal e Estadual, dentro da Ação Civil Pública (nº 33.042.730/0001-04) movida pelos órgãos contra a empresa, por acreditarem que o produto, que é um agregado siderúrgico proveniente dos altos-fornos da Usina Presidente Vargas, provoca uma série de consequências para os moradores nos arredores do bairro, incluindo problemas de saúde e uma constante poluição do ar, causada pelo material carregado pelo vento, consequência da altura das pilhas de escória.
Na proposta apresentada à Justiça, a CSN propõe aumentar o número de viagens dos caminhões que recolhem a escória em 26%, passando das atuais 2.840 toneladas escoadas diariamente para 3.570 toneladas diárias. O objetivo do trabalho é colocar todas as pilhas existentes no pátio de escória com uma altura máxima de 8 metros, segundo a indicação do Inea (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro). A empresa considera que atualmente o pátio tem um estoque de aproximadamente 5,9 milhões de toneladas, e o ajuste de altura das pilhas de material acarretará na remoção de 3,3 milhões de toneladas, estabilizando o estoque em 2,6 milhões de toneladas de escória. No entanto, a estimativa é de que o trabalho de remoção leve pelo menos 19 anos, a partir da assinatura do acordo.
A empresa – que opera o pátio em conjunto com a Harsco – ressalta que o aumento no volume de material transportado poderá gerar problemas socioambientais para a comunidade nos arredores, incluindo prejuízo ao tráfego no local, insatisfação dos moradores com o aumento no número de caminhões circulando (ruído, trânsito, etc.), aumento do risco de acidentes, tanto no entorno, quanto dentro do pátio, e ainda o aumento do material em suspensão no ar, por causa da movimentação da escória.
“Desta forma, está sendo prevista, por ambas as empresas (Harsco e CSN, grifo nosso), a execução de obras de melhoria do acesso ao pátio e a execução de um reforço no programa de manutenção, limpeza e umectação das vias internas do pátio e acesso à Rodovia Lúcio Meira (BR-393)”, aponta a CSN na proposta enviada à Justiça.
A CSN afirma ainda que está estudando outras alternativas para o uso da escória pelas indústrias, como forma de diminuir cada vez mais o volume de material estocado. Um dos exemplos é a utilização do agregado siderúrgico como lastro ferroviário, e uma nova tecnologia desenvolvida em conjunto com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para uso do agregado siderúrgico na indústria cimentícia. A empresa prevê até a implantação de uma segunda planta de processamento de escória da Harsco, já licenciada pelo Inea, com processamento adicional de 8 mil toneladas por mês, entre outras iniciativas.
“A CSN continuará investindo tempo e recursos na busca de soluções que viabilizem o uso do agregado siderúrgico para outros finalidades, de modo que a demanda do mercado atual deixe de ser um limitante para uma maior velocidade de escoamento do material estocado e em um futuro breve todo o produto ainda existente no pátio possa ser reaproveitado, em total consonância com os princípios da economia circular, como é do total interesse da Harsco e da CSN”, finaliza a empresa.

Artigo anteriorGrampos
Artigo seguinteSem agendamento
ARTIGOS RELACIONADOS

Parcerias de ocasião

Julgamento do crime

Impedidos

LEIA MAIS

Grampos

Grampos Barra Mansa

Voltou a subir

Vagas abertas

Seja bem vindo!
Enviar via WhatsApp