Contas Bloqueadas

Na quarta, 7, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro quase matou de susto o prefeito Rodrigo Drable ao impor um novo bloqueio de recursos das contas da prefeitura de Barra Mansa para pagamento de precatórios antigos. Muito antigos. Mais precisamente de uma dívida deixada pela petista e ex-prefeita Inês Pandeló, da ordem de R$ 50 milhões por ter demitido, de forma irregular, cerca de 300 professores da rede municipal de Ensino.

O bloqueio determinado foi de R$ 13 milhões e envolve recursos que o governo iria receber do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com o bloqueio, o dinheiro nem chega a ser depositado nas contas da prefeitura.

Na noite de quinta, 8, Rodrigo correu à Câmara para debater o problema com os vereadores de sua base. “Se não tomarmos medidas de corte de gastos, nossa situação ficará insustentável”, destacou. Ele foi além. Deixou no ar que o bloqueio judicial poderá afetar o pagamento da folha dos servidores de Barra Mansa.

Aproveitando a deixa, o deputado eleito Marcelo Cabeleireiro (DC) disparou contra os governos anteriores. “É um absurdo o que fizeram. O atual prefeito está pagando o preço da irresponsabilidade do passado. Inaceitável”, desabafou, esquecendo que já foi um dos líderes do PT de Pandeló.

Ontem, sexta, 9, Rodrigo Drable decidiu tomar uma série de medidas para reduzir os gastos da máquina e tentar sobreviver aos bloqueios para pagamento de precatórios. Mandou cortar, entre outras, 50% das gratificações dos servidores, proibiu pagamento de horas extras e comissões. Acredita que poderá fazer uma economia da ordem de R$ 500 mil mensais.

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