Bate bola – Sergio Luiz

 Olha aí o timaço do DAC – Departamento de Aciaria SM, da Companhia Siderúrgica Nacional, vice-campeão do 10° CIF- Campeonato Interdepartamental de Futebol da CSN. Foto tirada em 1971 e pertence ao Jorge Pereira.

ESPORTE

Em pé da esquerda para a direita: Neo, Jorge, Coelho, Vicente, Jorjão, José Osório, Alcir, Luiz Fernando, Bento, José Meneleu(técnico) e Tatão da 60. Agachados: Inácio, Abel, José Arimatéia, Vitão, Nascimento e Paulo César.

Voltaço decepciona

Depois de empatar (2 a 2) com o Resende, no domingo, 29, e com a Portuguesa (3 a 3), na quinta, 2, o Voltaço vai receber o Bangu, na segunda, 6, no Raulino, às 20 horas. O ex-ídolo do Botafogo, Loco Abreu, hoje no time suburbano, tem presença garantida. 

 

O empate com o Resende pode ser considerado um bom resultado se levarmos em conta que era o jogo de estreia, fora de casa e debaixo de um calor insuportável. Penso, de forma otimista, que foi um ponto suado. Porém, o empate com a Portuguesa foi decepcionante para os 2.180 torcedores presentes na noite chuvosa de quinta. Pior. Sofreu o empate depois de estar ganhando por 3 a 1 aos 40 minutos do segundo tempo. Quando todos acreditavam na bela vitória, veio a derrocada: a lusa diminuiu aos 45 e quatro minutos depois conseguiu o empate. O resultado mostra que o sistema defensivo do Volta Redonda precisa melhorar, afinal, foram cinco gols em dois jogos. Sorte que o ataque está funcionando e também fez cinco gols. Significa dizer que o ataque faz e a defesa entrega.

 

Apesar dos empates, o tricolor de aço mantém a chance de ficar com uma das duas vagas para a semi-final da Taça Guanabara. Hoje, ocupa a 4ª posição do grupo C, com dois pontos, um atrás do Vasco e a quatro do líder Fluminense. E o jogo contra o Bangu será muito importante. Se vencer, o Voltaço chega aos cinco pontos e torcerá por um tropeço de Vasco ou Fluminense; ou dos dois.

 

Mas, para isso, o técnico Cairo Lima terá que corrigir os erros do seu time, que são muitos, e não dar mole, como deu contra a Portuguesa ao tomar dois gols, nos minutos finais da partida. Isso porque, depois de enfrentar o time de Moça Bonita, o Voltaço vai pegar o Vasco no dia 12, em Volta Redonda e depois o Fluminense no dia 18, provavelmente no Giulite Coutinho. Por isso é importante que o torcedor compareça ao Raulino de Oliveira na noite de segunda, 6, às 20 horas, para torcer pelo Volta Redonda. O dia é bom; o horário também. Eu vou!

 

Gestão

A direção do Voltaço, graças a Samuca Silva, começou na quinta, 2, no jogo contra a Portuguesa, a gerir os seus jogos no Raulino de Oliveira, o que era feito até então pela prefeitura de Volta Redonda (governo Neto). As primeiras novidades, fora das quatro linhas, ficaram pelo uso de orientadores para facilitar o acesso dos torcedores, com direito a distribuição de brindes, e show no intervalo da partida, com a disputa de pênaltis pelos sócios-torcedores. Outra novidade foi o uso do placar eletrônico do estádio. Vamos torcer para que dê certo e que o clube possa arrecadar algum extra  para pagar o que ainda deve à turma que trabalhou em vários jogos no ano passado. 

 

Barra Mansa I

Um grupo gaúcho vai assumir o futebol do Barra Mansa pelos próximos quatro anos, sendo que os empresários terão que desembolsar R$ 600 mil para quitar as dívidas do Leão. Os passes dos jogadores profissionais e juniores serão a ser do grupo, que promete reformar o estádio da Colônia Santo Antônio para colocá-lo em condições de uso no estadual da segundona, que começa no dia 13 de maio. O descumprimento de qualquer uma das cláusulas causará a rescisão do contrato.

 

Barra Mansa II

Uma cláusula que deve gerar polêmica é a que diz respeito ao local onde o Barra Mansa ficará sediado. As informações dão conta que será em um hotel fazenda de Vassouras, retornando à Toca do Leão só às vésperas de um jogo. Entendo que saindo de Barra Mansa, o Leão perderá um pouco da sua identidade. Por outro lado, entendo que não havia outra saída. Ou o Barra Mansa arrendava o time ou encerrava suas atividades por falta de grana. Tomara que tudo dê certo.

 

História

Essa quem me contou foi o saudoso e querido Dicler Simões, radialista que tinha uma das mais belas vozes do rádio no Sul Fluminense. Pois bem, Dicler chegou a ser goleiro da seleção de futebol do Estado do Rio. E foi protagonista de um dos frangos mais rápidos já acontecidos no futebol, com direito a estar no Guinness Book, o livro dos recordes. Foi em 1956 e Dicler, na época, defendia a seleção de Volta Redonda em um jogo contra o Industrial, no Recreio do Trabalhador. Logo aos seis segundos, ele tomou o gol; não viu nem onde a bola entrou. Não pela violência do chute, mas porque Dicler estava tranquilamente agachado, amarrando as chuteiras. É mole?

 

Cartão laranja

Os velhinhos da International Board vão se reunir no dia 3 de março para discutir algumas mudanças nas regras do futebol. Entre elas, o uso de um cartão laranja para punir, por questões de minutos, os jogadores em campo. Outra: o fim do impedimento. Boa mesmo é o shootout para definir decisões de pênaltis que terminarem empatadas. Nele, o jogador tem que conduzir a bola a partir de 25 metros, tendo 8 segundos para chutar a gol. Gostei. Tomara que sejam aprovadas.

 

Bola fora

Para os dirigentes do Barra Mansa, que estão fazendo o maior mistério em torno do nome do grupo gaúcho que vai arrendar o futebol do clube. Tão com medo de quê?  

 

Bola dentro

Para o Flamengo, que venceu a sua segunda partida consecutiva na Taça Guanabara. Bateu o Macaé, por 3 a 0, diante de quase 10 mil torcedores, que empurraram o time, que passa a ser um dos favoritos ao título.

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