Bate bola – Sergio Luiz

A foto é do time do Floriano F.C., bi-campeão barramansense em 1984. Pertence ao Marinheiro, dono do maior acervo de futebol em Barra Mansa. Colaborou Márcio Valério.

Em pé da esquerda para a direita: Teixeira(Técnico), Sunga, Tufão, Toninho, Borracha, Cacá, Angelo, Chumbão e Toninho Xavier(diretor). Agachados: Barrão, Brizola, Rui, Adão, Romeu e Batata.

Virando novela

Apesar de amplamente divulgada, a negociação entre o Volta Redonda e o Flamengo sobre Andrey, garoto de 16 anos, ainda não foi sacramentada. Faltam alguns detalhes. A informação partiu do vice-presidente do tricolor de aço, Flávio Horta Júnior. Segundo ele, o jogador deverá mesmo ser emprestado ao time da Gávea. Se as partes chegarem a um acordo.

Andrey é de Mesquita e passou a defender o sub-17 do Voltaço no ano passado, quando se destacou, tanto que passou a treinar com o grupo que foi disputar a Copinha de São Paulo, e chamou a atenção de alguns clubes, como o Flamengo. “Estamos conversando há mais de dois meses e o Flamengo não quer que o Volta Redonda fique com 50% dos direitos econômicos do atleta. Conversa daqui, conversa dali, elaboramos uma minuta em que o Volta Redonda ficaria com 50%, mas o Flamengo poderia adquirir  20% do montante até o fim do ano, pagando R$500 mil. A princípio, eles não concordaram. Só que essa semana recebemos a informação extraoficial de que o Flamengo vai aceitar, o que ainda não ocorreu. “Se o Flamengo concordar e assinar a minuta, aí poderemos anunciar oficialmente”, afirmou Horta Júnior.

O dirigente contou ainda estar ciente de que o Flamengo ofereceu para o jogador, a título de bolsa, 15 vezes mais do que ele ganha atualmente no Volta Redonda. Tem mais. Segundo Horta Júnior, caso o Flamengo dispense o atleta, o mesmo voltará a defender as cores do Voltaço. “Se ele não voltar, o Flamengo pagará uma multa ao nosso clube”, disse, aproveitando para anunciar que, caso Andrey seja negociado, o Volta Redonda terá direito a 30% do valor do passe.

Até o encerramento desta edição, o Flamengo ainda não tinha dado retorno aos dirigentes do Volta Redonda e o impasse continua. Quem viver verá!

Balanço

O Volta Redonda apresentou à Federação Carioca o seu balanço financeiro relativo a 2019 dentro do prazo estipulado pela Lei, ou seja, até 30 de abril. Porém, sem a aprovação do Conselho Deliberativo. Para Flávio Horta Júnior, não houve nenhuma irregularidade. Fez o que Vasco, Botafogo, América, entre outros, fizeram, pois, segundo ele, a aprovação do Conselho e até mesmo da Assembleia pode ser feita posteriormente. A irregularidade seria se o balanço não fosse publicado. A propósito: a reunião do Conselho deverá ser marcada pelo presidente Murilo Pragana quando acabar a pandemia da Covid-19.

Marroni

Conforme balanço publicado, o Vasco mantém a informação de que detém 80% dos direitos econômicos do passe do atacante Marroni. Quanto ao Voltaço, o clube insiste que possui 20% dos direitos do jogador, o que corresponde ao total de 90%. Questionamos Flávio Horta Júnior pelos 10% restantes, e ele explicou que, desde 2018, conforme consta no balanço do clube, os 10% foram negociados, que o dinheiro da venda do percentual entrou nos cofres do clube. Tudo devidamente aprovado pelo Conselho Fiscal. O dirigente só não disse com qual clube ou empresário adquiriu os 10% do passe de Marroni. Eu é que não fui.

História

Mais uma da minha Além Paraíba. Meu velho amigo Garcia conta que num jogo pelo campeonato de várzea, o técnico do Jamapará, Wilson Perereca, quando viu no aquecimento do time adversário um atacante conhecido pelo apelido de Rambo, deu o seguinte recado: “Olha aí, moçada, marca esse homem que ele é perigoso”. Rambo, marrento como ele só, na primeira jogada tentou dar uma bicicleta e a bola estourou no seu próprio rosto, indo a nocaute. Uma verdadeira ‘vídeo cassetada’. Imediatamente, Perereca avisou aos seus pupilos e aproveitou para tirar um sarro: “Calma, deixa o homem sozinho, não precisa marcar, porque ele não faz mal a ninguém”. É mole?

Renovação

Um passarinho me contou que nem todos os cincos jogadores do Voltaço, que tiveram os seus contratos encerrados dia 30 de abril, terão os mesmos renovados. O motivo seria deficiência técnica. Ou outro: não corresponderam às expectativas.

Bola fora

Para a indefinição de quando o futebol carioca voltará a ser jogado. A coisa piorou depois que 38 funcionários do Flamengo, três jogadores do time principal entre eles, testaram positivo para a Covid-19. Foi um chute no saco daqueles que defendiam a volta imediata do cariocão.

Bola dentro

Para o Sindicato dos Jogadores Profissionais, que não aceita o retorno do cariocão enquanto houver a quarentena. Bate de frente com os clubes que insistem em retornar só pensando na verba da TV. Mas não precisam correr, pois a TV Globo decidiu liberar a grana bloqueada por causa da falta de jogos.

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