Baixa na cultura

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A dançarina Paloma Salume pediu as contas na secretaria de Cultura, onde atuava como assessora. Na verdade, “tentava” atuar, frisa, lembrando que teria sido indicada para o cargo pelo próprio prefeito Samuca Silva. Entre os motivos que ela afirma para pedir exoneração do cargo é que não estaria conseguindo realizar seu trabalho por conta de um boicote que estaria sofrendo da secretária de Cultura, Márcia Fernandes. “Fui (para a secretaria de Cultura) por meio do próprio Samuca. A secretária escolheu toda a equipe dela, por isso demorei a entrar. Por ser conhecida e respeitada, fui para fazer projetos de dança e teatro, como já faço em vários lugares. Ela não me deixou trabalhar, eu ficava parada, à toa, na secretaria”, pontua Paloma.

Ela foi além. Diz que presenciou cenas de desrespeito da secretária com funcionários e colaboradores, o que classificou de “descaso” com os artistas da cidade. Entre estes casos, Paloma cita o evento de domingo, 25, a cargo do coletivo cultural Imbica, realizado na Praça da ETPC. Com um público estimado em duas mil pessoas, a festa teria sido ‘farta em uso de bebidas e drogas’, e alguns menores teriam tido coma alcoólica, como reclamou uma mãe que ligou para a redação para falar sobre a participação da filha de 15 anos no evento da Cultura.

“Era um evento para mais de duas mil pessoas, com famílias, e a secretária não se preocupou com a integridade de ninguém. O dono do evento pediu várias vezes para pararem com a baderna. E o Imbica acabou levando a culpa da confusão que houve. Como uma pessoa assim pode ser secretária?”, disparou Paloma.

Paloma diz que não tem nada contra o governo Samuca. “Nada contra o Samuca, se fosse possível, gostaria de continuar a trabalhar com ele, mas com pessoas competentes. Em todo lugar que vou falar, em algumas palestras, sempre falo da oportunidade que ele me deu para trabalhar. Outros governos sempre me ajudaram, mas ele foi o único que me ofereceu trabalho”, disse.

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