sexta-feira, junho 21, 2024
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Assassinatos brutais abalam VR e BM; números de homicídios do ano já superam os de 2022

Homicídios em Volta Redonda e Barra Mansa já superam números do ano passado

Por Mateus Gusmão

Na terça, 14, sob o calor infernal que tomou conta das cidades do Sul Fluminense, a Polícia Civil de Volta Redonda encontrou, por volta das 12 horas, o corpo do consultor esportivo Rodrigo Cardoso Guedes, 30. Ele estava enterrado em uma cova rasa, de quatro metros de profundidade, em uma área do Monte Castelo, próxima a uma torre de transmissão de energia elétrica da Light. Ele teria sido mais uma vítima do tráfico de drogas, segundo informações oficiosas da Polícia Civil.
Para se ter uma ideia, a localização do corpo de Rodrigo só foi possível com a utilização de um drone, que permitiu aos investigadores perceberem sinais de terra revirada na área investigada. As buscas começaram na segunda, 13, depois que a família do rapaz recebeu a informação de que o corpo estava enterrado no terreno. O carro do pai de Rodrigo– um Honda City preto – foi encontrado no final da Rua Ghandi, que dá acesso ao morro do Monte Castelo. O par de tênis que ele usava também foi achado no local, mas até então o corpo não havia sido localizado.
Já em Barra Mansa, na manhã de quarta, 15, foi assassinada a tiros Lhaudana Raissa Vieira dos Reis Aloquio, 29. Ela cursava Educação Física no Centro Universitário de Barra Mansa. A jovem foi baleada na Rua Goiânia, no Vale do Paraíba, e morreu no local. Próximo ao corpo foram encontradas seis munições de pistola deflagradas.


As mortes de Rodrigo e Lhaudana vão aumentar uma triste estatística: em nove meses, Volta Redonda já registra um número superior de homicídios dolosos em relação a todo o ano passado. Em Barra Mansa, acontece a mesma coisa. A maioria dos assassinatos ocorridos nas duas cidades são, segundo a Polícia, oriundos do tráfico de drogas.
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo do Estado, de janeiro a setembro deste ano aconteceram 52 homicídios dolosos em Volta Redonda. O mês com maior número de assassinatos foi setembro, com 16 casos. No mesmo período do ano passado foram 42 homicídios, dez a menos em comparação com 2023. Já em Barra Mansa a situação é pior: foram 62 homicídios, apenas de janeiro a setembro. Número superior ao de todo o ano passado, quando até dezembro foram 48 assassinatos.
Veja acima a tabela com o número de mortes divididos por cada mês em Volta Redonda e Barra Mansa:

Projetos de segurança
Se em Barra Mansa, após cobrança do prefeito Rodrigo Drable, o governo do Estado lançou o programa ‘Bairro Presente’ (ver matéria na página 5), em Volta Redonda, a Fundação Oswaldo Aranha (FOA) decidiu ajudar na construção de políticas de segurança. Tanto que a direção do Centro Universitário e o comando da secretaria de Ordem Pública se uniram para desenvolver um Plano Municipal de Segurança Pública. A parceria é inovadora e tem como objetivo a elaboração conjunta de um planejamento estratégico para a cidade do aço, sendo o primeiro dessa natureza na região.
A reunião para apresentação do projeto aconteceu em Três Poços, e o presidente da FOA, Eduardo Prado, recebeu o coronel Luiz Henrique, secretário de Ordem Pública de Volta Redonda e sua equipe, para discutir os detalhes desse ambicioso projeto. Na apresentação, os assessores da presidência Luciano Azedias, Max Damas e Alessandro Orofino compartilharam dados e diagnósticos das possibilidades e ações que podem ser aplicadas ao plano, bem como dos objetivos a serem analisados e colocados em prática. Eles promoveram um diagnóstico de Volta Redonda e sugeriram ações de cidadania, educação e combate à violência, com a utilização da tecnologia, integração e a promoção de uma cultura de paz.
Eduardo Prado destacou a inovação da iniciativa que tem como foco a segurança em Volta Redonda. Ele mencionou os desafios de uma cidade que ao mesmo tempo tem segurança eficiente e ainda enfrenta violência urbana, que com melhores práticas a violência poderá ser reduzida. “Poder participar de um plano como esse, contribuindo para nossa cidade e sociedade, é sem dúvida um orgulho para nós da FOA. Unir os nossos conhecimentos para um bem comum é muito importante, e estar à frente de um projeto inovador é sinal de que estamos no caminho certo para ter uma sociedade mais segura para andarmos sem medo”, disse Prado.
Luiz Henrique, secretário de Ordem Pública, elogiou a iniciativa de envolver estudiosos e especialistas da FOA no desenvolvimento do plano. E ressaltou que a abordagem proporcionará uma nova perspectiva e melhores ações para atingir os objetivos de segurança pública no município. “Não tenho dúvidas de que ao final teremos um plano que seja útil e aplicável para realidade de Volta Redonda, para que possamos tornar a cidade mais segura”, afirmou.

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