Antidepressivos: um amplo desconhecimento

Mais do que indicar a presença de muitos mitos associados à depressão no Brasil, a pesquisa revela um forte desconhecimento a respeito dos antidepressivos. Só 29% dos jovens de 18 a 24 anos discordam, por exemplo, da falsa afirmação de que os medicamentos mais modernos seriam menos eficazes, uma vez que tendem a provocar menos efeitos colaterais. A maioria, ou 61% desse grupo, não sabe opinar sobre esse assunto.
Entre os adolescentes de 13 a 17 anos, grande parte também não está convencida da eficácia dos antidepressivos. Metade deles fica em dúvida quando está diante da seguinte sentença falsa: “a maioria dos antidepressivos não funciona”. Os mais velhos estão melhor informados sobre essa questão e 58% das pessoas do grupo de 55 anos ou mais discordam dessa frase.
Ainda em relação aos atributos dos antidepressivos, um em cada quatro entrevistados está convencido de que esses medicamentos poderiam “viciar o organismo”. Apenas 41% das pessoas da amostra geral da pesquisa discordam dessa informação. Em São Paulo, 59% dos participantes ou acreditam que essa afirmação é verdadeira ou não sabem responder.
Outros mitos populares, como a ideia de que todos os antidepressivos provocam ganho de peso, também aparecem no levantamento. Considerando a amostra total de entrevistados, 55% das pessoas ou concordam com essa afirmação ou não sabem avaliar se ela é verdadeira. Da mesma forma, para 61% dos participantes não está claro se todos os medicamentos usados no tratamento da depressão podem provocar a queda da libido. Só 14% dos ouvidos discordam da ideia de que os antidepressivos poderiam atrapalhar a concentração.
“Na verdade, tanto a falta de concentração como a queda da libido podem ser sintomas do próprio quadro depressivo. Assim, ajustar a medicação adequada para o perfil de cada pessoa é um caminho importante para auxiliar a restabelecer a funcionalidade desse paciente”, destaca Elizabeth.

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