Agora querem paz

Drable detona vereadores que pediram seu impeachment

Por Roberto Marinho

Depois de uma vitória convincente nas urnas, sendo reeleito com 43.323 votos (51,41%), o prefeito Rodrigo Drable passou a respirar aliviado. Só que a vitória ainda não tirou aquele ‘nó na garganta’ que tem quando fala das eleições, do seu afastamento do cargo e, principalmente, pelo processo de impeachment que seus adversários moveram contra ele na Câmara de Barra Mansa. Na época, o barulho foi ensurdecedor, pois muitos achavam que o pedido de cassação – feito pelo vereador Marcel Castro, que se reelegeu -, baseado em um suposto esquema de compra de votos de parlamentares, seria aprovado.

Não foi. Foi rejeitado na sessão de terça, 24, por nove votos a cinco. Detalhe: só 14 dos 19 vereadores estavam presentes na sessão. Com a moral em alta pelas duas vitórias, em declarações exclusivas ao aQui, Rodrigo Drable foi categórico ao falar sobre o pedido de impeachment. “Foi uma ação teatral”, disparou, atacando seus adversários. “Tiveram 4 anos para trabalhar pelo povo, mas aproveitaram para dormir até mais tarde e não produziram nada. Pensaram que essa armação faria com que crescessem nas eleições, mas a resposta das urnas foi avassaladora”, sentenciou.

Tem mais. Enquanto a oposição ainda tenta entender onde a estratégia fracassou, Rodrigo Drable disse que depois das eleições vários dos parlamentares que endossaram o pedido de impeachment e bateram forte nele durante a campanha já estariam tentando ficar ‘amiguinhos do governo’.

“Após o resultado das eleições, boa parte dessa turma que me agrediu durante a campanha já veio pedir pra fazer as pazes, com a intenção de que eu dê algum espaço a eles no governo”, disse Drable, que respondeu aos caras de pau – sem citar nomes – na lata: “O cúmulo da mediocridade é o sujeito achar que pode agredir a integridade moral de alguém, perder, e ainda bajular para se aproximar”, pontuou, negando-se a citar nomes de quem o teria procurado.

Uma fonte, entretanto, confirmou a traição à oposição. “Eles da oposição nunca se entenderam. Agora, derrotados, cada um vai querer salvar a própria pele e o prefeito reeleito já foi procurado por alguns”, disse, dando a entender que um dos que estaria querendo se reaproximar e voltar a fazer parte da base do governo seria o vereador Marcel Castro, autor do pedido de impeachment de Drable. “É muita cara de pau”, sentenciou.

Mandato
Tendo que ficar, por decisão da Justiça, longe da cadeira de prefeito, Rodrigo Drable afirmou que está aguardando, para breve, uma solução para o seu afastamento. Mas garantiu que vai tomar posse em 1o de janeiro. “Lamentável que uma armação como essa me impeça temporariamente de estar na prefeitura. Estou aguardando a revisão judicial para voltar o quanto antes. De qualquer maneira, dia 1o de janeiro estarei lá e gostaria de receber muitos abraços na cerimônia de posse”, disse, aproveitando para deixar um recado à população e aos eleitores. “Serei eternamente grato ao povo de Barra Mansa, que fez justiça, me deu um segundo mandato, rejeitou meus acusadores, e deixou claro que estamos no caminho certo.
Nos próximos 4 anos vou entregar meu sangue pela cidade, e por cada barramansense que me abraçou!”, afirmou, já sem o nó na garganta que o perturbou por um bom tempo.

 

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