A intervenção na intervenção

 

Depois de muitos e muitos anos de intervenção criminosa, na cidade do Rio de Janeiro, com a benção, conivência e permissão do poder público, felizmente, apareceu alguém que agiu no sentido de dar um basta na situação de sufoco em que vive a população da cidade.

O mundo do crime é insano, implacável, e tudo o que tem de ruim. Compram tudo e todos. Aqueles que querem representar os seus anseios em instâncias superiores são financiados por seus agentes meliantes, como é do conhecimento de todos.

Feliz era o tempo em que o jogo do bicho era o grande malvado da sociedade carioca financiado pelo saudoso Natal da Portela que, com a metade de seu braço direito exercia um grande domínio naquela sociedade por ter começado sua atuação naquele popular jogo onde valia o que estava escrito nos talonários de registros do afamado jogo!
Com o crescimento do referido jogo cresceu também o carnaval que fez da Portela a grande representante dessa festa! Com a dinamização das alegrias momescas, muitas celebridades de Holliwood, passaram a frequentar este evento, muitas delas pagas para assistir a grande competição entre as escolas de samba!

O crime passou a vender a alucinação que o carnaval não proporcionava fora da época em que ele já tinha acontecido! O fenômeno da procura por estabilidade emocional vinda de todas as substancias que compunham o seu cardápio que vendiam as organizações criminosas, essas cresceram com o apoio de quem não podia fazê-lo como os políticos e policiais! A situação chegou ao ponto de aterroramento infernal, escorchante e sádico na população indefesa.  

A decretação da Intervenção Federal, no universo do crime, chegou em um momento de insustentabilidade para as pessoas pacíficas. Como o crime comprava tudo e todos, veio a pergunta: Quanto custou, aos criminosos, o fato de o poder público não agir no sentido de interromper a escalada criminosa? A Intervenção Federal ainda nem começou oficialmente e muita coisa já foi descoberta e interrompida! Outra grande pergunta: Por que as autoridades Federais não sufocaram as organizações criminosas como sufoca os cidadãos de bem?

O descalabro ao qual a sociedade carioca e fluminense chegaram pode até ser explicado, mas não se justifica em função do grau de eficiência com que instituições tais como: Receita Federal; Coaf; Banco Central, Tribunais de Contas Estaduais e da União, dentre muitos outros atuam.
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Adm. Prof. Cícero Maia
CRA 012.767

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