quarta-feira, maio 29, 2024
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A importância e as razões de transformar Volta Redonda, a Cidade do Aço, na Capital Internacional da Tecnologia Verde das Américas

Por Júlio Ferreira

Volta Redonda é o berço da industrialização do Brasil, e sua criação foi fruto do alinhamento militar do Brasil com os Estados Unidos na 2 guerra mundial criando a CSN – Companhia Siderúrgica Nacional. Hoje, Volta Redonda é uma cidade moderna com 230 mil habitantes que sofrem com os males da poluição industrial e da degradação urbana galopante. Volta Redonda tem elevados índices de doenças respiratórias, de violência urbana e de crise na saúde mental.
Todo o esforço e dedicação do nosso amigo prefeito Antônio Francisco Neto será pequeno perto da grande demanda para o conserto. Volta Redonda precisa se reinventar e buscar um novo reconhecimento social. Com o agravamento da CRISE CLIMÁTICA, o momento internacional é muito propício para convidar o venture capital americano e
nacional para investir em GREEN TECNOLOGIA inaugurando um novo ciclo de prosperidade em Volta Redonda como a Capital da tecnologia verde e das inovações das Três Américas.
A cidade é cortada pelo Rio Paraíba do Sul que abastece 25 milhões de pessoas entre MG, SP E RJ. A segurança hídrica de milhões de pessoas está em jogo. O Rio Paraíba recebe milhões de litros de esgoto doméstico e industrial. Literalmente estamos fazendo XIXI e COCO nas águas que dependemos para tomar banho, beber e cozinhar. Isso pode acabar muito mal se não agirmos agora firmes.
A minha sugestão ao Grupo CSN da família Steinbruch é de criar um Consórcio Internacional de tecnologia verde como modelo de negócio e lançar os projetos ‘Green- tech’ simultaneamente em cinco capitais do Planeta a partir do escritório da CSN em New York que se transformaria num GREEN-ROOM no exterior. Se nós conseguíssemos galvanizar essa ideia disruptiva Green- tech juntos, o Barão do Aço e do Cimento viraria o Barão da tecnologia verde do planeta. Ganharíamos todos. Ganharia o Brasil, ganharia a Natureza, ganharia a CSN, ganharia o Estado do Rio e ganharia a nossa cidade de Volta Redonda.
O antigo Escritório Central da CSN poderia ser a sede dessa grande novidade Green-Tech. Com um RETROFIT de 10 milhões de dólares poderíamos deixar o prédio novinho e ajustado com sustentabilidade. A vocação desse ativo do grupo CSN apodrecendo a céu aberto no coração da Vila Santa Cecília em Volta Redonda é, sem dúvida, de vocação internacional. Eu não vejo outra opção melhor para esse ativo de Benjamin Steinbruch.
De onde viriam os Recursos para transformar essa ideia Green-Tech numa realidade abençoada? Como reinventar Volta Redonda sem usar recursos públicos já bastante mal-usados e escassos? Como fazer isso acontecer sem ter uma visão política burra e eleitoreira?
Eu acho que eu tenho a resposta ao pedido de centenas de moradores que compareceram à audiência pública da ALERJ comandada pelo nosso atuante Deputado Estadual Jari, pedindo o fim do pó preto e da poluição da CSN. A matemática não falha se o aluno for esperto e inteligente. Os recursos para resolver o passivo ambiental da CSN talvez cheguem à casa dos 120 milhões de dólares para modernizar a Usina Presidente Vargas com tecnologia verde de ponta. Possivelmente Volta Redonda teria de novo o seu céu azul e sem fumaça preta. O Rio Paraíba sem suas línguas negras de esgotos exterminadas para sempre. O modelo de negócio que comtemplaríamos para fazer essa façanha ecológica tomar corpo seria o modelo de um CONSÓRCIO GREEN-TECH INTERNATIONAL de 500 Cotas de 1 milhão de dólares cada cota. Se o projeto desse Green-Tech center for bem apresentado e fundamentado dentro de um cenário de PARCERIA E COOPERAÇÃO entre o GOVERNO FEDERAL, GOVERNO DO ESTADO, GRUPO CSN , UNIVERSIDADES DO BRASIL, SETOR PRIVADO NACIONAL, teríamos o apoio do VENTURE CAPITAL AMERICANO de outros organismos de capital.
Essa pode ser a fórmula correta e inteligente para vendermos em New York, London, Singapura, DUBAI, FRANKFURT e outras capitais do Mundo as primeiras 100 cotas de $1 milhão de dólares de nosso condomínio Eco-friendly no coração do Vale do Paraíba fluminense – VR. O prédio da CSN, do que jeito que se encontra, deve valer entre 7 e 10 milhões de dólares e com RETROFIT gastaríamos mais 10 milhões de dólares. Com apenas 20% das primeiras cotas vendidas no mercado internacional de nosso Green-Tech pagaríamos à CSN o prédio e a reforma do edifício. Ainda teríamos 80 milhões de dólares para transformar Volta Redonda na capital internacional da tecnologia verde das três Américas com a implantação do MAIOR CÉREBRO VERDE DO MUNDO.
Os benefícios seriam incalculáveis, melhores para uma economia local mais forte, para a Natureza, para a CSN mais limpa e com baixo impacto ambiental. Esse Green- Tech será bom para o Brasil, para Volta Redonda e para todo o Vale do Paraíba industrial. Nosso aeroporto regional poderia tomar corpo, nosso céu seria mais azul sem a poluição e nossas crianças teriam a certeza de um futuro sustentável e ecologicamente ajustado às nossas necessidades de qualidade de vida.
As outras 400 cotas de nosso GREEN- TECH CENTER de 1 milhão de dólares eu deixo para a imaginação de todos vocês pensarem. Só poderemos salvar o mundo com a ciência, enfrentar a crise climática que bate à nossa porta de forma implacável. E fiquem certos de que essa crise climática vai piorar. A natureza está nos dando o troco por usarmos os recursos naturais de forma irresponsável.
Em 1982 alertei sobre essa crise ambiental de hoje como vereador mais votado do PMDB de Volta Redonda, isso há 45 anos atrás. Hoje com meus 65 anos de vida e experiência internacional em capital e tecnologia verde, EU avalizo esse projeto. Essa ideia não tem como dar errado. Isso se nós tivermos a coragem de nos unirmos num grande esforço como cidade e por um mundo melhor e mais sustentável.
Vamos testar nossos políticos para esse desafio por uma VONTADE POLÍTICA NOVA por uma nova revolução Green-tech no Vale do Paraíba? Essa é, sem dúvida, a melhor direção do desenvolvimento. ‘Rezemos ao Senhor’, como dizia D. Waldyr Calheiros, saudoso bispo de Volta Redonda.

Júlio Ferreira

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