terça-feira, abril 16, 2024

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A mulher quando casa com um homem bem- sucedido é quase sempre julgada. Imagina, então, em uma relação inter-racial. É o que acontece com a influenciadora e musa da Mocidade Independente de Padre Miguel, Fernanda Passon, que é casada com o empresário Bruno Barreto, dono de diversos negócios, inclusive sócio de um time de futebol no Espírito Santo. Os dois sofrem com comentários de cunho racista e machista.
“Eu andava com ele em alguns lugares de mão dadas, e as pessoas já olham pra mim e falam assim: essa branquinha, patricinha, pelo fato de eu ser branca e pequenininha, com esse preto, sei não. Já até falaram com a gente, algumas vezes: ‘a gente vê que você tem dinheiro pela mulher que você tem. A gente sabe que você é um preto rico pela mulher que tá do seu lado’. É muito triste isso. Já veem você como interesseira. Por ele ser negro, tem que ser rico pra estar com uma mulher branca?”, indaga Passon.
“O racismo é muito grande no Brasil. O segurança de
um hotel achou que ele estava me sequestrando ou algo
nesse estilo. Ele ficou me perguntando várias vezes se o Bruno estava mesmo hospedado, queria ver a chave do quarto, queria saber o quarto em que eu estava. Depois eu fui reclamar com a gerência e não fizeram nada com relação a isso. Só um pedido de desculpas”, recorda.
No Dia Internacional da Mulher. Fernanda resolveu falar dos desafios de ser mulher. “A gente já é julgada e subestimada a partir do momento que nasce. Se é uma empresária bem-sucedida, algum homem injetou dinheiro; se tem corpão, é fácil; colocou uma roupa curta, sofre julgamentos. Não pode fazer certos trabalhos, pois é ‘coisa de homem’. Quando chegam na minha empresa, querem saber quem é o dono. Muitos, por eu ser baixinha e aparentar menos idade, não acreditam que vou operar um paciente. A sociedade acha normal diminuir, desrespeitar, assediar e agredir mulheres, entre outras coisas. Além disso, temos que cumprir diversos papéis. É um desafio você ser mulher e impor seu lugar”, finalizou.

No sábado, 9, Juju Salimeni interagiu com os seguidores, e um fã perguntou se ela voltaria a trabalhar o tempo todo de biquíni como no Pânico. “Claro! Aliás, estou melhor do que 10 anos atrás. Eu ainda trabalho muito de biquíni, né. Só que hoje em dia não existe um formato de TV em que caiba esse tipo de exposição, mas eu nunca teria problema com isso”, disse, garantindo que o tempo que passou no Pânico não é motivo para ela se envergonhar. “Eu não sou o tipo que quer apagar os trabalhos antigos e fingir que virou mulher de negócios, mulher da igreja ou qualquer outra coisa que muitos inventam”, finaliza.

Natural de Goioerê (Noroeste do Paraná), Valentina Miranda sofreu bullying na infância e era chamada de Olívia Palito. Hoje, aos 40 anos, vem esbanjando beleza com seus 1,72 de altura bem distribuídos em 68 kg, cada dia mais brilhando nas passarelas buscando títulos e quebrando tabus, mostrando que uma mulher pode ser muito mais que um rosto e corpo bonitos. Tem mais. Carrega o título de Miss Beleza e Miss Simpatia conquistados em 2022, Miss Bela São Paulo 2023 e agora se tornou embaixadora Bela Brasil 2024.

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