terça-feira, abril 16, 2024

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Dengue ultrapassa 12 mil casos e atinge mais mulheres do que homens

Por Pollyanna Xavier

Mesmo sem a atualização dos números desde terça, 26, os casos de dengue em Volta Redonda provam que a epidemia na cidade já é a maior desde o início da série histórica, em 2000. Foram mais de 12 mil casos nos primeiros três meses de 2024, com sete óbitos confirmados e outros oito em investigação. O número de mortos no município representa 10% de todos os óbitos apurados no estado do Rio desde 1° de janeiro.
O pico da doença foi registrado na 10a semana epidemiológica (primeira semana de março), com 1.714 casos prováveis da doença. De lá para cá, houve queda e, entre os dias 17 e 23 – quando ocorreu a última atualização pelo Estado –, foram 823 registros na cidade do aço. A média móvel permanece na casa dos 250/300 casos por dia, com um volume ainda significativo de internações.
A dengue não escolhe idade, sexo ou classe social. Como qualquer outra doença, ataca pessoas e costuma evoluir para formas mais graves em organismos mais suscetíveis. Em Volta Redonda, a doença atingiu até então mais mulheres do que homens (55,1% para 44,9%), na faixa etária dos 20 aos 29 anos (1.154 mulheres e 1.009 homens). Em compensação, crianças e adolescentes do sexo masculino adoece- ram mais do que as do sexo feminino. Foram 852 meninos entre 0 a 14 anos, contra 696 meninas na mesma faixa etária.
Os dados constam no Painel das Arboviroses do Ministério da Saúde, que traz também a incidência da doença por raça e cor. As pessoas brancas representam 48,1% dos infectados pela dengue, enquanto as pardas e pretas são 24,9% e 10,1%, respectivamente.
Durante a semana, a prefeitura de Volta Redonda reduziu a publicidade em cima das ações realizadas no combate à dengue. A última notícia foi sobre uma ação entre os usuários do Centro-Dia para Pessoa com Deficiência (CAPD), com o apoio do Centro de Controle de Zoonoses. A atividade contou com distribuição de folhetos e recolhimento de seis sacos de 60 litros de materiais inservíveis, que foram descartados para a coleta pública. Não há informações sobre força-tarefa ou mutirões em novos bairros.

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